BASTIDORES | ORA, PÍLULAS!
Não tem jeito
Ignorando a estrondosa repercussão contra os penduricalhos na remuneração de magistrados, membros do Ministério Público e assemelhados na máquina pública, o Conselho Nacional de Justiça já tem maioria para aprovar uma resolução que regulamenta o pagamento de parcelas indenizatórias e auxílios aos togados, apenas trocando o nome de alguns dos privilégios no contracheque, que os demais servidores só conhecem de ouvir falar.
Nem aí
Parece até uma revanche às ordens dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino e Gilmar Mendes, que mandaram sustar o pagamento de todos os penduricalhos até o Congresso aprovar uma lei que regulamente benefícios fora dos limites do piso nacional de salário, de R$ 46,3 mil, medido pelos ganhos dos próprios membros da Corte Suprema.
PEC de Dino
Por coincidência, esta semana, o Senado Federal pautou uma PEC, de autoria de Flávio Dino, proposta nos poucos dias em que ele passou na Casa antes de ir para o STF, sobre o fim dos chamados “penduricalhos” (verbas indenizatórias e gratificações). Tais benefícios elevam os salários de magistrados, membros do MP e funções equivalentes, como defensores etc., a patamares que multiplicam centenas de vezes o salário mínimo, renda de aproximadamente 33,3 milhões de brasileiros.
Confronto de parentes
Pela primeira vez no Maranhão, um estado historicamente marcado por oligarquias políticas, há uma eleição de governador disputada por dois primos – Eduardo Salim Braide (PSD) e Carlos Orleans Braide Brandão (MDB). Os parentes são adversários e disputam, revezando-se no primeiro lugar nas pesquisas. São dois jovens – Eduardo, com 50 anos, e Orleans, 31 –, que estão, pela primeira vez, concorrendo a um mandato de governador.
Chapa puro-sangue
O candidato do PSD, Eduardo Braide, indicou a comerciante de Imperatriz Elaine Carneiro, conhecida como “Elaine dos Pneus”, como vice de sua chapa. Ela é seguidora, nas redes sociais, do deputado Nikolas Ferreira, um dos mais radicais do PL nacional, mas é filiada ao PSD.
Braide e o Mobiliza
Falta à chapa de Braide os dois candidatos a senador, dos quais um poderá ser o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, do Mobiliza, partido originário do extinto PMN, pelo qual Braide foi eleito deputado estadual e federal nos 10 anos (2009–2019) em que esteve filiado.
Gente demais
Só se fala em Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado na disputa presidencial este ano. Mas, de fato, já são onze pré-candidatos oficializados por seus partidos: Lula (PT), Bolsonaro (PL), Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC), Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza). Da esquerda aparecem Lula, Edmilson, Hertz e Samara. Os demais transitam pela direita e extrema-direita.
Cinco rumo aos Leões
Já a corrida ao Palácio dos Leões tem cinco dispostos a enfrentar a batalha do voto em 4 de outubro: Orleans Brandão (MDB), Eduardo Braide (PSD), Lahesio Bonfim (Novo), Felipe Camarão (PT) e Enilton Rodrigues (PSOL). Olhando-se pelos campos ideológicos, só Camarão e Enilton são de partidos de esquerda; os demais transitam pelo centro-direita e pela direita pura, como é o caso de Lahesio.

Debandada
No troca-troca de partidos, o PDT do Maranhão sofreu um esvaziamento completo na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. O deputado estadual Osmar Filho trocou o PDT pelo Podemos, a deputada Viviane Silva foi para o PSD de Eduardo Braide, e os deputados Glaubert Cutrim e Cláudia Coutinho engrossaram as fileiras do MDB de Orleans. O senador Weverton Rocha ficou só no brizolismo maranhense. Na Câmara de São Luís, o vereador Raimundo Penha ficou sozinho no PDT.

