29 de agosto de 2025
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Quem são os empresários que ajudaram PCC a planejar morte de promotor

Metrópoles – O terceiro alvo dos mandados de prisão é Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, apontado como integrante da cúpula do PCC.

Dois empresários foram presos na manhã desta sexta-feira (29/8), em Campinas (SP), suspeitos de financiar um plano da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, do Ministério Público. Além dele, um comandante da Polícia Militar de São Paulo seria alvo da emboscada.

A coluna apurou que os presos foram identificados como Maurício Silveira Zambaldi (à direita), conhecido como Dragão, e José Ricardo Ramos (à esquerda).

As prisões ocorreram nos bairros Cambuí e Alphaville, durante a Operação Pronta Resposta, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).

Quem são os empresários presos

• Maurício “Dragão” é dono da loja de motos Dragão Motors, na Vila Joaquim Inácio, em Campinas. Ele é apontado como responsável por lavar dinheiro da facção criminosa, sendo considerado um dos principais alvos da operação. Segundo o Ministério Público, o empresário usava o comércio de veículos como fachada para movimentar valores ilícitos ligados ao tráfico de drogas.

• José Ricardo Ramos teria sido encarregado de monitorar a rotina do promotor, identificando locais frequentados por ele, além de providenciar carros blindados e operadores contratados para executar a emboscada.

Mandante foragido

O terceiro alvo dos mandados de prisão é Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, apontado como integrante da cúpula do PCC e um dos maiores operadores do tráfico de drogas no Brasil.

Foragido há mais de 19 anos, ele estaria escondido na Bolívia, de onde continuaria comandando esquemas de tráfico internacional e de lavagem de dinheiro.

O plano de execução

Segundo o Ministério Público, os empresários financiaram a compra de veículos e armas e a contratação de executores para atacar o promotor. O objetivo era interromper investigações que atingiam o PCC no tocante a diversos crimes, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema.

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