Guerra no Oriente Médio se espalha com ataques em vários países; entenda
Após ataques dos EUA e Israel contra o Irã, Teerã reagiu mirando nos aliados dos americanos na região.

Dias após os EUA e Israel lançarem os primeiros ataques contra o Irã, na manhã de sábado (28), o conflito tem se intensificado a cada hora, envolvendo outros países da região, gerando temores para a economia global e deixando milhares de viajantes retidos.
Nesta segunda-feira (2), ataques retaliatórios lançados pelo Irã destruíram qualquer sensação de segurança que seus vizinhos do Golfo tivessem, matando pelo menos 17 pessoas, incluindo quatro militares americanos, em toda a região e em Israel.
Três aeronaves militares americanas caíram no Kuwait nesta segunda-feira, “devido a um aparente incidente de fogo amigo”, informou o Exército dos EUA, acrescentando que todos os seis tripulantes ejetaram e estão “em condição estável”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no domingo (1º) que seu conflito com o Irã poderia durar “cerca de quatro semanas”, oferecendo a indicação mais clara até o momento sobre quanto tempo o governo prevê que a campanha militar durará.
Enquanto isso, Israel lançou uma onda de ataques contra o Líbano, em resposta a uma provocação do Hezbollah na madrugada desta segunda-feira. Os ataques mataram pelo menos 31 pessoas, disseram as autoridades libanesas, e abriram outra frente no conflito.
Ataques conjuntos entre os EUA e Israel mataram pelo menos 555 pessoas no Irã, segundo o Crescente Vermelho Iraniano, incluindo pelo menos 165 pessoas em uma escola primária feminina, informou a mídia estatal do país.
Esses ataques também mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, marcando um ponto de virada na história da nação e deixando os iranianos diante de uma mistura surreal de alívio, incredulidade e ansiedade.
O que está acontecendo agora?
À medida que a guerra se expande, ainda sem os limites definidos pelos objetivos estabelecidos pelo governo Trump, novas frentes estão se abrindo.
O Hezbollah disparou seis projéteis contra uma base do exército israelense ao sul de Haifa “em vingança” pela morte de Khamenei na madrugada desta segunda-feira (2), provocando uma onda furiosa de ataques de Israel na capital, Beirute, e no sul do Líbano.
Esse foi um dos confrontos mais significativos entre os dois grupos desde que um frágil cessar-fogo entrou em vigor em novembro de 2024, e Israel não descartou novas ações.
