Ex-mulher de Bolsonaro pode ser candidata a senadora no Rio de Janeiro
Revista Fórum – Mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro pode ser a nova aposta do clã para o estado onde não sobrou ninguém para ser candidato.
O tabuleiro eleitoral fluminense para 2026 acaba de ganhar uma peça que altera drasticamente a correlação de forças na direita. Um novo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, registrado sob o número RJ-04997/2026, incluiu o nome de Rogéria Nantes Braga Bolsonaro na simulação para o Senado Federal. O movimento, que deve ter seus resultados divulgados na próxima sexta-feira (24), indica que a ex-mulher de Jair Bolsonaro deixou de ser uma peça de retaguarda para se tornar a aposta principal da família em seu reduto histórico. As informações são do jornalista Esmael Morais.
A entrada de Rogéria no radar como nome próprio é um salto significativo. Até fevereiro, ela era dada como certa apenas como primeira suplente na chapa de Márcio Canella (União Brasil). O teste formal em pesquisa registrada sugere que o clã, diante da escassez de nomes competitivos e da necessidade de manter o controle direto sobre as cadeiras legislativas, decidiu medir o potencial de voo solo da ex-vereadora.
O “plano de sobrevivência” do clã
A manobra ocorre em um contexto de isolamento e pressão para a família. Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articula sua tentativa de levar o sobrenome de volta ao Planalto, o patriarca, Jair Bolsonaro, cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Com o ex-presidente fora de combate e o cenário político em mutação, manter o Senado do Rio sob a órbita direta do sobrenome Bolsonaro tornou-se uma questão de sobrevivência política.
Histórico de disputas internas
A trajetória de Rogéria na política é marcada por episódios de sacrifício pessoal em prol do projeto dos filhos. No ano 2000, ela viveu um dos momentos mais emblemáticos do bolsonarismo: ao tentar o terceiro mandato na Câmara do Rio, viu o ex-marido apoiar o próprio filho, Carlos Bolsonaro, contra ela. Carlos se elegeu, e Rogéria ficou na suplência. Em 2020, ela tentou retornar ao parlamento carioca, mas não obteve êxito.
Agora, o cenário é inverso. Em vez de ser escanteada, Rogéria surge como a solução para preencher um vácuo no Rio de Janeiro. A pesquisa, que custou R$ 45 mil com recursos do próprio instituto, ouvirá 1.680 pessoas entre terça (21) e quarta-feira (23).
Medindo o peso do sobrenome
Embora ainda não haja candidatura formalizada ou resultados públicos, especialistas apontam que, no universo político, testes desse porte raramente são casuais. Ao colocar Rogéria no questionário, o grupo bolsonarista está aferindo não apenas a intenção de voto, mas o índice de rejeição e o espaço de manobra para uma chapa puramente familiar no estado.
Se os números de sexta-feira forem favoráveis, a “matriarca” do clã pode sair da suplência para a linha de frente, garantindo que o estado onde o bolsonarismo nasceu continue sendo gerido, em última instância, pela própria árvore genealógica de Jair.


