28 de abril de 2026
DestaquesGeralPolítica

Alcolumbre sela pacto com Jorge Messias, que já teria 45 votos para se tornar o novo ministro do STF

Revista Fórum – Ex-presidente do Senado e preferido por Alcolumbre para o STF, Rodrigo Pacheco mediou encontro com Messias, que teve ainda as presenças dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

Às vésperas da sabatina que deve selar a indicação de Lula à vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), selaram um pacto em encontro fora da agenda em Brasília.

No encontro realizado na semana passada, divulgado pela jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo e confirmado pela Fórum, estava presente Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente do Senado e preferido de Alcolumbre para a vaga na corte.

Foi Pacheco quem teria feito Alcolumbre ceder a resistência ao indicado por Lula e selar um pacto para não influenciar na votação dos senadores no plenário após a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Ao lado dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, que também estiveram no encontro, Alcolumbre concordou com a proposta, mas teria dito que também não ajudaria na conquista do minínmo de 41 votos necessários.

Autor do relatório dando parecer favorável à indicação, o senador Weverton (PDT-MA) afirmou nesta segunda-feira (27) que Messias já conta com 45 votos para aprovação de seu nome ao Supremo. O número é inferior aos 47 votos obtidos por Flávio Dino, ministro aprovado com a menor margem até o momento.

“Estou muito otimista. Tenho certeza que o nome dele será aprovado. Ele já tem os votos necessários para ser o novo ministro do STF”, declarou em entrevista ao SBTNews.

Weverton ainda criticou a “tentativa de politizar uma questão institucional”, que parte especialmente de bolsonaristas e de nomes ligados ao ex-juiz Sergio Moro (União-PR). “Não é justo usar uma indicação para fazer brigas de campos políticos”, destacou o relator.

Nesta terça-feira (28), véspera da sabatina, Messias deve se concentrar em estudos para responder aos questionamentos da sabatina. O ministro cumpriu seu último dia na AGU no dia 7 de abril, quando entrou em férias para se dedicar ao processo que deve levá-lo a ocupar uma cadeira no STF.

Na mesma sessão da CCJ, marcada para ter início às 9h desta quarta-feira (29) – com transmissão ao vivo na TV Fórum -, estão previstas as sabatinas de Margareth Rodrigues Costa, indicada para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), e Tarcijany Linhares Aguiar Machado, indicada para a chefia da Defensoria Pública da União (DPU).

Tramitação

A indicação de Jorge Messias foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril.

De acordo com o rito previsto para esses casos, o nome de Messias, após ser apresentado pela Presidência da República, precisa passar por sabatina e votação na CCJ do Senado.

Se passar nessa comissão, a indicação segue para votação no Plenário do Senado, onde precisa obter o voto favorável de pelo menos 41 dos 81 senadores. Nas duas votações — na CCJ e no Plenário — o voto é secreto.

De acordo com a agenda anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicação de Jorge Messias pode ser votada em Plenário já nesta quarta-feira, logo após passar pela CCJ.

Nesse dia, a previsão é que a pauta do Plenário seja dedicada exclusivamente à votação de autoridades.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *