26 de julho de 2026
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Netanyahu declara apoio a Flávio Bolsonaro: “Meu amigo”

Revista Fórum – Presidente de Israel, alvo de mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional, enviou vídeo à convenção nacional do PL.

Partido Liberal (PL) realizou, neste sábado (25), sua convenção nacional, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Com falta de público e sem a presença de Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira, o evento contou com a participação do presidente argentino Javier Milei, que disparou ataques contra o presidente Lula (PT), e também com a participação virtual de Benjamin Netanyahu, o mandatário de Israel.

Por meio de um vídeo, Netanyahu, responsável pelo genocídio em curso na Palestina e alvo de um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), chamou Flávio Bolsonaro de “meu amigo” e afirmou que ele pode levar o Brasil a se unir a Israel.

“Flávio, meu amigo, eu quero te parabenizar pelo lançamento oficial de sua campanha. Você é um grande campeão do Brasil. Você é um grande campeão da amizade entre os povos, e eu sei que você vai levar o Brasil a voos cada vez mais altos. Parabéns!”

Cabe lembrar que Netanyahu e Lula têm a relação diplomática estremecida desde 2024, quando o presidente brasileiro classificou os ataques de Israel contra a Palestina como um genocídio. À época, Netanyahu convocou uma coletiva de imprensa e classificou Lula como “persona non grata” no território israelense.

 

PL oficializa Flávio Bolsonaro sem vice, Centrão, Michelle e cercado de investigações

O Partido Liberal (PL) oficializa, em convenção nacional neste sábado (25), a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da Repúblicapara as eleições de 2026. O lançamento ocorre em meio a um cenário de profundo isolamento político, marcado pelo racha com o Centrão, pela ausência de um candidato a vice-presidente e pelo avanço de frentes de investigação da Polícia Federal (PF) autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Sem vice e sob comando à distância

A convenção nacional do partido expõe os limites da articulação política do grupo governista. O evento deverá terminar sem o anúncio do nome que irá compor a chapa majoritária com Flávio Bolsonaro. O PL tem até o dia 5 de agosto — prazo limite estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)— para definir a vaga.

Diante do fracasso em atrair legendas parceiras, a cúpula do PL admite que o caminho mais provável é a escolha de uma “chapa pura”, recorrendo a nomes internos da própria sigla, como deputadas federais ou a ex-presidente da Caixa Econômica, Daniella Marques. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou publicamente que a palavra final caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-mandatário, contudo, acompanha o processo de forma restrita: cumpre prisão domiciliar e está legalmente proibido pelo STF de manter contato com o próprio filho.

A fragilidade da união interna também fica evidente com a ausência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Embora ambos tenham divulgado um vídeo recente anunciando uma “trégua” após meses de embates sobre o controle de diretórios no Ceará, Michelle não deverá comparecer ao ato político em São Paulo, optando por blindar sua própria pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.

O desembarque do Centrão e as falhas de articulação

A solidão do PL nas urnas reflete o desembarque em massa de antigos aliados. Siglas de peso do Centrão que sustentaram a base bolsonarista em 2022 decidiram adotar a neutralidade formal no primeiro turno. É o caso da federação formada por Progressistas (PP) — liderado por Ciro Nogueira — e União Brasil. Outras legendas importantes, como o Republicanos e o Podemos, seguem a mesma diretriz de distanciamento.

Nos bastidores, parlamentares e caciques políticos rotulam a condução da pré-campanha liderada por Flávio Bolsonaro e pelo senador Rogério Marinho como uma “tragédia política”. Integrantes do Centrão apontam que Flávio falhou em demonstrar solidariedade pública quando líderes dessas legendas foram alvo de operações policiais recentes. A insistência do clã em centralizar o poder e os recursos do fundo eleitoral minou a construção de pontes em palanques estaduais estratégicos, privando o candidato de valiosos minutos de propaganda em rádio e TV.

Cerco judicial

A largada da candidatura ocorre sob a sombra de investigações criminais. A Polícia Federal apura o vazamento de mensagens eletrônicas que indicam que Flávio Bolsonaro teria solicitado um repasse financeiro de aproximadamente R$ 134 milhões (cerca de US$ 24 milhões) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os recursos teriam como destino o financiamento do documentário Dark Horse, focado na trajetória de Jair Bolsonaro. O senador rechaça as suspeitas, alegando que se tratou de uma busca regular por patrocínio lícito.

Em outra frente, investigadores mapeiam pagamentos de até R$ 500 mil efetuados à banca de advocacia do senador por empresas suspeitas de emitir notas fiscais falsas.

Urnas eletrônicas novamente

A crise jurídica ganhou novos contornos após o próprio candidato reeditar a estratégia que levou à inelegibilidade de seu pai. Em um encontro recente com diplomatas estrangeiros, Flávio atacou o sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas, associando as urnas eletrônicas à empresa venezuelana Smartmatic. O episódio gerou duras reações de ministros do STF e de opositores, que enxergaram no ato uma afronta direta às instituições e um complicador jurídico precoce para a sua campanha.

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