4 de agosto de 2026
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Partidos definem candidatos e eleitores ficam atordoados

Por Raimundo Borges

O Imparcial – Termina nesta quarta-feira, 05/08, o prazo final das convenções partidárias para definição de candidaturas às eleições de 4 de outubro. No Maranhão, já estão oficializados os candidatos ao Palácio dos Leões: Orleans Brandão (MDB), Eduardo Braide (PSD), André Luís Caetano (Missão), Felipe Camarão (PT), Reginaldo Lima (PCB) e Saulo Arcangeli (PSTU). O ex-senador Roberto Rocha terá seu nome incluído nesta lista de candidatos na convenção do Brasileiro, antigo PRTB, marcada para quarta-feira, 05, com o objetivo de oferecer palanque a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida à Presidência da República.

A campanha eleitoral, que envolve nove candidatos ao Senado e centenas de candidatos a deputado federal e estadual, de fato já começou há muito tempo, porém de forma dissimulada, provocando várias reclamações à Justiça Eleitoral, de todos os lados. Oficialmente, pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pedido de voto é permitido em comícios, caminhadas, propaganda na internet, panfletagem etc., a partir do dia 16 de agosto. Já o horário eleitoral gratuito na TV e no rádio será permitido somente entre 28 de agosto e 2 de outubro. O curioso nessas eleições é que, mesmo com o fim das convenções, alguns candidatos a vice e ao Senado sequer conhecem o líder da chapa que os lançou.

O jogo eleitoral do Maranhão está passando pelos últimos ajustes na composição dos grupos majoritários, com as últimas indicações aos cargos proporcionais de candidato à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. São 19 candidatos por partido ou coligação a deputado federal e 43, na mesma proporção, para os concorrentes a deputado estadual. Fato curioso: o ex-senador Roberto Rocha ainda não oficializou sua candidatura ao Palácio dos Leões, e o deputado Juscelino Rezende não sabe como disputará sozinho a reeleição pelo PSDB, que pertencia a Roberto Rocha até abril deste ano.

Do total de 158 milhões de eleitores aptos a votar em outubro, o Maranhão conta com 5 milhões, dos quais 95,22% encontram-se com os dados biométricos cadastrados. São eles os protagonistas das eleições. Daí o papel fundamental da Justiça Eleitoral do Brasil em adotar o modelo de urna eletrônica mais moderno do mundo, que permite eleições livres, justas e competitivas. A cada dois anos, o cidadão é chamado a votar em seus representantes legais, o que aumenta a responsabilidade com a democracia, a economia, a soberania do país e o futuro de todos nós, brasileiros.

Existem 30 partidos registrados no TSE. Historicamente, eles já passaram por diferentes modos de atuação, importância, irrelevância e também por períodos de desmonte, remonte e até expurgos para a clandestinidade. No entanto, a Constituição de 1988 passou a permitir o pluripartidarismo, desde que dentro dos parâmetros legais. Em linhas gerais, os partidos representam diferentes ideologias e convicções políticas existentes na sociedade, com os cidadãos se agrupando em segmentos adeptos de uma mesma corrente de pensamento. Na atual campanha, porém, a questão ideológica se torna um universo completamente difuso para a maioria dos eleitores.

Como os programas partidários são peças de pouca compreensão até dentro das próprias agremiações, o voto acaba perdendo a sua essência no emaranhado de siglas, acordos e poder econômico. Na eleição deste ano no Maranhão, o MDB reúne nove partidos na coligação de Orleans Brandão; Felipe Camarão puxa um conjunto de seis legendas, sendo três em federação; e Eduardo Braide, que foi oficializado na convenção desta segunda-feira pelo PSD, alinhado apenas ao Novo e ao candidato ao Senado Lahesio Bonfim. Significa que, a partir de agora até 4 de outubro, serão dois meses de adrenalina pura, com os eleitores tentando conhecer os candidatos e os candidatos naquela de “sem saber com quem estão falando”.

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