6 de outubro de 2026
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Braide deve ficar neutro entre Bolsonaro e Lula no 2º turno?

Por Raimundo Borges

O Imparcial – Como já era esperado com base em seu estilo de fazer política sem assumir posição ideológica de esquerda ou de direita, o governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), disse nas suas redes sociais e em entrevista à imprensa que, por enquanto, não pretende tomar partido na eleição do segundo turno para o Palácio do Planalto, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, no próximo dia 25.

Braide revelou que não irá escolher um lado no segundo turno porque, no momento, está focado na montagem de sua equipe de governo e na de transição. No entanto, disse que irá procurar se relacionar bem com o futuro presidente, seja Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).

Braide relembrou que, no primeiro mandato como prefeito de São Luís, governou entre 2019 e 2020, no auge da pandemia, com Jair Bolsonaro na Presidência, e de 2023 a abril de 2026, com Lula no Planalto, sem alinhamento. “Já como governador, tenho a obrigação de construir parcerias com quem o povo escolher presidente. Vamos trabalhar para tirar o Maranhão do atraso em que se encontra.

Fui eleito por todas as correntes políticas – de esquerda, de direita e de centro -, portanto, agora, a prioridade é montar a equipe de transição para preparar o governo, pensando no povo”, pontuou. Ele obteve 54,02% dos votos (2.104.122), a maior votação de um governador do Maranhão na história.

Por sua vez, o governador Carlos Brandão (MDB) parabenizou Eduardo Braide pela vitória. Nas redes sociais, Brandão afirmou que reconhece o resultado das urnas e desejou que Braide faça um bom trabalho pelo estado. “Democracia se faz com respeito”, escreveu ele, acrescentando ter recebido a decisão dos eleitores “com serenidade e gratidão” às pessoas que contribuíram e votaram com Orleans Brandão.

Segundo ele, a campanha foi “limpa, propositiva e marcada pelo compromisso com o povo e com a verdade”. De fato, Braide e Orleans, que têm o mesmo sobrenome como primos, realizaram uma campanha limpa e sem ataques, até mesmo no debate da TV Mirante.

Agora, enquanto trabalha na escolha dos secretários, Braide acompanha os primeiros movimentos entre os deputados estaduais eleitos sobre a disputa da mesa diretora da Alema, em 1º de fevereiro. O MDB elegeu 17; PL, 7; PSD e Republicanos, 4; PDT, 3; União, PT e PSB, 2; e PRD, 1. A renovação na Casa foi a maior dos últimos tempos, com 25 novatos e apenas 17 reeleitos no plenário de 42.

Nesse primeiro momento, o nome do deputado Dino do Aldenora Bello, ou Antônio Dino Tavares, aparece como favorito à presidência, dada a longa experiência médica como gestor do Hospital do Câncer Aldenora Bello, fundado por seu tio Antônio Jorge Dino, e a proximidade com Braide.

Pode-se considerar também a jornalista Maedja Campos (PDT), campeã de urna, com 102.694 votos. É surpreendente uma estreante na política chegar tão rápido, pela força do marido, Fred Campos, prefeito de Paço do Lumiar (PSB). Ou mesmo um nome do MDB, com a bancada robustecida de 17 deputados, contra apenas dois em 2022 – Roberto Costa e Ricardo Arruda.

Os mais experientes deles são Neto Evangelista, líder do governo Brandão, e Antônio Pereira, atual vice-presidente. Já do grupo remanescente do dinismo só sobrou, do racha com Brandão, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB). Portanto, Braide vai decidir sem afobação como chegará ao Palácio dos Leões no dia 1º de janeiro de 2027, tendo a Assembleia de seu lado.

Ele disse, nesta segunda-feira, 5, estar feliz depois de receber mensagens e ligações de vários deputados de fora de sua coligação, oferecendo colaboração e parceria em prol do povo maranhense. Sem citar nomes, porém, resumiu esse momento de aproximação como exigência da população de querer ver uma atuação conjunta dos Poderes.

Vale destacar que, ao longo de todo o período democrático do voto popular, nunca aconteceu de o governador e o prefeito de São Luís trabalharem em parceria, como vai acontecer entre Eduardo Braide e sua ex-vice, Esmênia Miranda, à frente do Palácio La Ravardière até 2028.

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