Mais de 900 mil assinaturas em poucas horas: manifesto exige que STF não permita volta das bets
O manifesto contra as aposta online exige que a proibição das apostas de quota fixa continue valendo; que não haja patrocínio de bets em clubes, transmissões e influenciadores; que seja garantido atendimento público ao vício em apostas e às famílias endividadas.
A discussão ocorre antes de o magistrado decidir sobre o pedido de suspensão da MP. Depois de solicitação do governo, também foram convocados representantes dos ministérios da Fazenda e do Esporte, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Inicialmente, Fux só tinha convocado clubes, associações do setor de apostas e de segmentos atingidos pela restrição.
O Flamengo será o primeiro a se manifestar, após uma breve introdução de Fux. O clube está entre os participantes que ingressaram no processo como interessados e tem se posicionado publicamente contra a medida. Em uma de suas iniciativas, passou a exibir a mensagem “proibir não é proteger” no espaço da camisa reservado ao patrocinador principal, anteriormente ocupado pela mesma empresa de apostas que patrocina o Campeonato Brasileiro.
Na sequência, os demais clubes terão a oportunidade de apresentar seus argumentos. Cada representante contará com dez minutos de exposição.
Eduardo Moreira explica como nasceu o manifesto. “Fizemos questão de criar esse movimento sem a marca do ICL, justamente para que seja uma mobilização de toda a sociedade civil, sem protagonistas individuais. O protagonismo aqui tem que ser da luta”, afirma.
Edu pede que quem aderir divulgue o abaixo-assinado em suas redes sociais. “Assim que alcançarmos um número significativo de assinaturas, pretendemos fazer uma grande entrega em Brasília, junto com pessoas e famílias que sofreram diretamente os males das bets, para pressionar o Congresso a agir”, explica.
A intenção é fazer “o maior abaixo-assinado da história do Brasil”.
“Essa é uma luta que pode salvar vidas e impedir que milhões de brasileiros continuem sendo destruídos por essa indústria”, diz Eduardo Moreira.

