20 de julho de 2024
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PSDB em queda livre luta para não virar um nanico

Por Raimundo Borges 

O Imparcial – O PSDB murchou tanto que pode sumir. De governadores, só Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, Eduardo Riedel no Mato Grosso do Sul e Raquel Lyra, em Pernambuco. No Senado, eram quatro e só resta Plínio Valério, mesmo assim sob o cerco de outras partido. Na Câmara, a crise não é menos preocupante. São apenas 13 deputados.

Em 1998, por exemplo, no auge da liderança de Fernando Henrique Cardoso, o PSDB teve a 2ª maior bancada eleita na Câmara, com 99 deputados. Perdeu em 2022 o governo de São Paulo para o bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a prefeitura da capital, para Ricardo Nunes (MDB), que era vice de Bruno Covas, falecido em 2021. Tudo isso, depois de 28 anos de reinado no Estado mais importante do Brasil.

No Maranhão, portanto, o secretário da Casa Civil Sebastião Madeira, presidente do PSDB regional, tem um desafio gigantesco de colocar a legenda numa posição de  competitividade, depois de haver praticamente desaparecido nas eleições de 2022, sem nenhum deputado federal e estadual. Perdeu feio até para o Patriota, partido desconhecido que elegeu três deputados estaduais e um federal no Maranhão.

Os PSDB, já teve seus dias de glória em São Luís, com o prefeito João Castelo, em 2008, e no Maranhão, em 2016, sob a presidência de Carlos Brandão como vice-governador. Elegeu 29 prefeitos. Não é exagero afirmar que este ano, Madeira tem uma missão dificílima.

Ao contrário de outras legendas que mudaram o mapa político do Brasil, o PSDB tem enfrentado um movimento decrescente ao longo dos últimos anos. A sigla que governou o país de 1995 a 2002, implantou o Plano Real, a reeleição e rivalizou com o PT por 21 anos, vive uma dura realidade de partido nanico no Congresso, além de perder a hegemonia no maior estado do Brasil, onde, agora, sequer conta com um candidato competitivo na corrida municipal.

Com o país vivendo a maior polarização de sua história entre PT e PL, o presidente Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, percorre o Brasil, tentando juntar os cacos do PSDB para chegar às eleições de outubro e de 2026, sem o constrangimento do tamanho que ficou.

Correndo o risco de, pela primeira não disputar a prefeitura de São Paulo, o PSDB vive o pior dilema desde quando chegou ao poder há 30 anos e FHC foi reeleito na esteira do Plano Real.  Diz uma reportagem do site InfoMoney que, após polarizar com o PT todas as eleições presidenciais entre 1994 e 2014 (venceu 2 e perdeu 4), “a legenda perdeu relevância nacional e ficou fora do segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto em 2018.

Na ocasião, o ainda tucano Geraldo Alckmin (hoje no PSB e vice-presidente da República) obteve pouco mais de 5 milhões de votos (4,76%), em um discreto e envergonhado quarto lugar”.

E não ficou nisso. Em 2022, os tucanos travaram uma batalha interna entre o governador de São Paulo João Doria e Eduardo Leite, eleito governador do Rio Grande do Sul. No final, o partido decidiu apoiar a emedebista Simone Tebet que ficou em 3º lugar, tornando-se, depois ministra do Planejamento e Orçamento do governo Lula.

Não é exagero comparar o PSDB no âmbito nacional, com o MDB no Maranhão. Os dois perderam protagonismo e relevância eleitoral. Em 2022, o partido que mandou entre 1985 e 2014 no Maranhão virou apenas uma lembrança, com Roseana Sarney, única deputada federal e dois estaduais. O curioso é que Carlos Brandão, ex-tucano histórico, hoje é do PSB, mas controlando os espólios doPSDB e do MDB, este, presidido pelo irmão, Marcus Brandão.

PÍLULAS POLÍTICAS 

Time que está ganhando… (1)

Como o prefeito Eduardo Braide não tem feito qualquer movimento ou dado declaração sobre quem será o (a) vice de sua chapa este ano, a ideia que fica é da permanência da professora Esmênia Miranda, também do PSD, na posição em que os dois ganharam em 2020.

Time que está ganhando… (2)

Esmênia tem sido uma vice-prefeita de total lealdade, portanto, de confiança de Eduardo Braide. Sem falar que ela representa o maior segmento do funcionalismo municipal de São Luís cidade em as mulheres são 382 mil eleitoras contra 317 mil homens.

Atirando

Em pleno dias da Semana Santa, quando a fé fala mais alto, o deputado federal Aluísio Mendes levou uma rasteira daquelas. O presidente da Câmara, de Paço do Lumiar, Jorge Maru, seu aliado, saiu rapidinho do Republicanos e assinou a ficha do Solidariedade.

Noite de autógrafo

O poeto, escritor e membro da Academia Maranhense de Letras e de outras academias, Daniel Blume lança hoje, 02ª /04, sua nova obra poética Cartas ao Neto, as 19h no restaurante Casa de Juja, Brisamar Hotel.

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