18 de julho de 2024
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A tragédia do Rio Grande é alerta máxima a todos nós

Por Raimundo Borges

O Imparcial – As sucessivas tragédias ocorridas nos últimos dois anos no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e em Minas Gerais, chamam a atenção do mundo e fazem até o Papa Francisco orar pelas vítimas fatais e atingidos pelos vendavais diluvianos.

Apesar da crença popular de Deus ser brasileiro, mas as tragédias do clima na terra em escala planetária são resultado da irresponsabilidade e a ganância do homem para acumular fortunas, devastando o meio ambiente. O Rio Grande do Sul é apenas um alerta que já vem sendo dado ao longo de décadas, quando a Amazônia, na qual o Maranhão está com a maior parte de seu território dentro era, romanticamente, apresentada como o “pulmão do mundo”.

Mas o homem se encarregou de devastar esse órgão vital do Planeta, num processo predador e incontrolável, de crimes cumulativos.

Atacado, o pulmão do mundo reage ao estilo que só a natureza sabe responder: com tragédias às ações erradas de governantes, poderosos de todas as matizes e até das organizações criminosas, que se unem para derrubar as florestas, destruir as terras cultiváveis, arrancar seus minerais, contaminar os rios, matar os peixes de veneno e os pescadores e ribeirinhas de fome. O famigerado marco regulatório das terras indígenas é um escândalos monumental, aprovado a tom de caixa no Congresso.

Como não poderia ser de outra forma, a cobertura de jornais mundiais, tipo o New York Times, Guardian, Washington Post e muitos outros têm procurando analisar em profundidade a tragédia climática que assola o Rio Grande do Sul.

Até esta 2ª feira de manhã, eram 85 mortos, 105 desaparecidos, 844 mil pessoas diretamente afetadas pelas enchentes e 38 trecho de rodovias interrompidos, além do Aeroporto de Porto Alegre fechado. Prejuízos? Difícil de contabilizar, quando o Congresso Nacional começa a debater o “orçamento de guerra”, anunciado pelo presidente Lula e o governador Eduardo Leite.

Na cônica “Negacionismo Climático”, o jornalista Lelê Teles conseguiu expor em poucas linhas, uma verdade cristalina sobre a tragédia gaúcha. “O que vemos hoje no Rio Grande do Sul é um efeito antrópico; nunca se viu tanta precipitação pluvial desde Noé; e não é maquinação de deuses ou deusas, é a mão do negacionismo criando dilúvios; os ricos fogem do risco, a miséria nada.

É o tal do negacionismo climático agindo. Chove a cântaros no verão e o sol racha no inverno. O sorveteiro, coitado, não sabe mais quando deve abrir sua bodega”. É a profecia do beato Antônio Conselheiro: “O sertão virando mar e o mar virando sertão”.

No Brasil as contradições estão revirando até o rumo do vento. Fazendeiros e grileiros matam indígenas que protegem as florestas, que as têm como parte de suas vidas. Os políticos negacionistas que dominam o Congresso, ironicamente, têm como núcleo principal os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, de onde expandem o agro para o resto do país, sem preocupação com o meio ambiente.

O pantanal está virando deserto e o cerrado, campo de soja, enquanto a floresta amazônica empurra suas corrente de ar quente do norte para infernizar o Rio Grande. É o planeta doente, com o seu pulmão precisando respirar. E reagindo.

PÍLULAS POLÍTICAS

Encrenca sem fim (1)

Esta semana, o ministro das Comunicações Juscelino Filho (UB) terá encontro com a Polícia Federal para esclarecer tintim por tintim, a aplicação de R$ 7,5 milhões de verbas do orçamento secreto em obras que beneficiaram fazendas dele e da família, em Vitorino Freire.

Encrenca sem fim (2)

Além desse rolo que vez por outra rende reportagens na imprensa nacional, Juscelino ainda tem uma encrenca política familiar. Ele se une à irmã Luanna, prefeita de Vitorino Freire, no apoio ao seu assessor Ademar Magalhães, contra o tio deles, Stênio Rezende.

Justiça solidária

Na primeira semana como presidente do TJMA, o desembargador Froz Sobrinho e o corregedor José Luiz Almeida autorizaram, via Defesa Civil, a transferência de valores provenientes de prestação pecuniária de penas e medidas alternativas, ao flagelo do Rio Grande do Sul.

A tragédia que une

A relação civilizada e republicana entre o presidente Lula e o governador Eduardo Leite (RG) chama atenção até da imprensa internacional. O jornal Le Monde, de Paris, diz que a comoção sobre a tragédia gaúcha dá chance à união nacional ampla em favor do Brasil. 

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