12 de maio de 2026
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Seis candidatos ao governo e desarrumação no Senado

Por Raimundo Borges 

O Imparcial – Quando restam apenas 141 dias para as eleições de 4 de outubro, a disputa pelas duas vagas de senador do Maranhão está tão complicada quanto a corrida ao Palácio dos Leões, já com seis pré-candidatos anunciados pelos respectivos partidos. Trata-se de um mandato de oito anos, diferenciado, pois, dos demais no Legislativo e no Executivo, que têm quatro anos. Além disso, o senador representa o Estado, e o deputado, o povo. Como cada partido ou coligação que concorre ao governo pode indicar dois nomes para senador, significa que o Maranhão, com seis correntes ao governo, terá até 12 candidatos às vagas do senador Weverton Rocha (PDT) e de sua colega Eliziane Gama (PT), ambos já em campanha à reeleição.

Como o Brasil tem um modelo de renovação escalonada e alternada para o Senado, elegendo 1/3 em uma eleição e 2/3 na seguinte, como acontece neste ano, as duas vagas do Maranhão são tão importantes quanto a de governador. Portanto, no centro das eleições gerais, que vão da Presidência da República a deputados estaduais, a corrida ao Senado Federal aparece cheia de pegadinhas e perguntas sem respostas para os eleitores. Será mesmo que os candidatos a governador vão apresentar, cada um, dois concorrentes ao Senado? Eliziane Gama e Weverton vão compor chapas separadas, ao contrário de 2018, quando foram eleitos na coligação liderada pelo PCdoB do então governador Flávio Dino?

Eliziane Gama e Weverton Rocha vão compor chapas separadas, ao contrário de 2018

Orleans Brandão (MDB) ainda não escolheu nem candidato(a) a vice-governador. Já Eduardo Braide (PSD) oficializou a empresária Elaine Carneiro (PSD), mas nada de anunciar quem terá como candidatos ao Senado. Já Roberto Rocha (Novo) quer retornar ao Senado, com a tendência de integrar a chapa liderada por Lahesio Bonfim, do mesmo partido, o Novo. Os dois são seguidores da direita bolsonarista, mas não está claro se o bolsonarismo, por completo, vai fechar com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. Na atual configuração ideológica brasileira, não aparece no Maranhão a demarcação da fronteira eleitoral até onde chegam o bolsonarismo, o centro, a extrema direita e a esquerda.

O PT nacional anuncia a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão, num cenário em que ele está isolado no âmbito regional e ainda pontua aquém do desejado nas pesquisas, mesmo tendo como cabo eleitoral o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concorrendo à reeleição em um estado historicamente lulista. Quando se especula sobre a eleição para senador no PT, por enquanto só aparece Eliziane Gama, apoiada pelo próprio Lula. O PSOL lançou Enilton Rodrigues ao governo e a quilombola Antônia Cariongo, junto com o professor e advogado Franklin Douglas, ao Senado. Já o PSTU lançou o maranhense Hertz Dias ao Planalto e Saulo Arcangeli aos Leões, mas ninguém ao Senado.

O PT nacional anuncia a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão

No MDB, a corrida ao Senado está embolada. A deputada Roseana Sarney pontua alto nas pesquisas, mas ninguém sabe se ela toparia concorrer, levando em conta motivos de saúde e também sua votação de 2022, quando não passou dos 96 mil votos, sendo eleita na 12ª posição. Porém, nas pesquisas, ela tem alcançado boa projeção nas intenções de voto. Outros nomes em alta, alinhados com o MDB de Orleans, são o senador Weverton Rocha (PDT) e os deputados federais André Fufuca (PP) e Pedro Lucas, da União Brasil, duas legendas federadas. Já a presidente da Alema, Iracema Vale, corre em faixa própria, apoiada por Carlos Brandão.

Eduardo Braide, Lahesio Bonfim, Orleans Brandão e Felipe Camarão são pré-candidatos ao governo do MÁ

Até agora, são candidatos a governador: Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Lahesio Bonfim (Novo), Felipe Camarão (PT), Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU), já confirmados por seus respectivos partidos. O que falta definir são os nomes de todos os vices e os concorrentes ao Senado. O prazo das convenções partidárias começa em 20 de julho e se estende até 5 de agosto. Até esse período, todas as indefinições e encrencas que marcam a tensão dentro de partidos, grupos políticos e federações partidárias terão que estar sanadas, por bem ou por mal. É o arremate de um ano marcado por encrencas, articulações, acordos, fuxicos, fofocas e conversas bem e mal resolvidas.

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