Trump e Infantino terminam como os vilões da Copa do Mundo de 2026
Brasil 247 – Ambos foram vaiados na cerimônia de encerramento, com destaque para o presidente dos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi um dos protagonistas da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de 2026, mas não da forma como desejava. Segundo relato publicado pelo The Irish Times, Trump foi intensamente vaiado pelo público presente no MetLife Stadium, em Nova Jersey, ao entrar em campo ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, para participar da entrega do troféu à seleção da Espanha, campeã ao vencer a Argentina por 1 a 0.
A recepção hostil marcou mais um episódio da relação turbulenta de Trump com grandes eventos esportivos. Apesar da tentativa de associar sua imagem ao principal torneio do futebol mundial, o presidente dos Estados Unidos enfrentou uma sonora rejeição dos torcedores presentes no estádio, especialmente no momento da cerimônia de premiação.
Trump chegou ao estádio cerca de 45 minutos antes do início da partida, desembarcando no helicóptero presidencial Marine One. Em seguida, foi conduzido a um camarote de honra, onde acompanhou a decisão ao lado de Gianni Infantino. Também estavam presentes o rei da Espanha, Felipe VI, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, compondo um grupo de chefes de Estado e autoridades internacionais que prestigiaram a decisão do Mundial.
A atmosfera mudou radicalmente quando Trump e Infantino deixaram o camarote para entrar no gramado após o apito final. De acordo com a reportagem, o nível de ruído no estádio aumentou significativamente, refletindo as vaias dirigidas ao presidente norte-americano. A reação contrastou com o clima de celebração vivido pelos jogadores espanhóis e por sua torcida.
Cerimônia teve momentos constrangedores
Além das vaias, a cerimônia registrou outros episódios que chamaram atenção. O volante argentino Leandro Paredes acabou expulso após tentar agredir o espanhol Gavi nos instantes finais das comemorações. Já o zagueiro Cristian Romero, ao receber sua medalha de vice-campeão, passou diante de Trump sem qualquer gesto de cumprimento, cena que rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.
O momento mais inusitado ocorreu logo após a entrega da taça. Depois de entregar o troféu aos capitães espanhóis, Trump tentou permanecer ao lado dos jogadores durante a tradicional comemoração dos campeões. A iniciativa, porém, foi rapidamente contida por Gianni Infantino, que conduziu o presidente para fora do centro da celebração, permitindo que apenas atletas e comissão técnica permanecessem no palco.
Estratégia de exposição em eventos esportivos
Desde que voltou à Casa Branca, Trump intensificou sua presença em grandes competições esportivas nos Estados Unidos. O presidente compareceu ao Super Bowl, às 500 Milhas de Daytona, ao US Open e às finais da NBA, utilizando esses eventos como vitrines de sua imagem pública.
Em diversas dessas aparições, entretanto, também foi recebido com manifestações de desaprovação do público. A final da Copa do Mundo representava uma oportunidade ainda maior de projeção internacional, especialmente por se tratar do primeiro Mundial organizado em território norte-americano desde 1994.

