4 de agosto de 2026
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Grupo alvo de operação planejava ataque a bomba durante debate presidencial

247 – Polícia Civil do DF identificou mensagens sobre explosivos, invasão de prédios em Brasília e materiais de teor neonazista.

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida contra um grupo investigado por planejar a instalação de explosivos em um prédio onde seria realizado um debate presidencial durante as eleições no Brasil.

A investigação teve início a partir de um relatório do CiberLab, o Laboratório de Operações Cibernéticas. De acordo com a apuração, comunicações interceptadas apontaram referências a ações previstas para o período eleitoral deste ano.

Nas conversas analisadas, os investigadores identificaram menções a “invasão de edificações, seleção de alvos, formação tática, recrutamento interestadual, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios”. Os imóveis citados ficam em Brasília, capital federal.

Ainda segundo a investigação, o grupo também compartilhava “manuais para fabricação de artefatos explosivos” em mensagens. A partir desse material, a Polícia Civil apura o grau de organização dos investigados, as conexões ainda desconhecidas e o estágio de desenvolvimento das ações mencionadas nas comunicações.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Durante as diligências, os policiais encontraram armas de fogo, facas e canivetes.

A corporação também recolheu anotações com referências ao nazismo e a grupos extremistas racistas. Entre os materiais apreendidos, havia ainda um chapéu semelhante ao utilizado pela Ku Klux Klan, organização supremacista branca dos Estados Unidos.

A investigação apura, até o momento, os crimes de “associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo”. Não há, por ora, previsão de enquadramento do caso na Lei Antiterrorismo.

Com a análise dos itens apreendidos, a Polícia Civil deverá aprofundar a apuração sobre eventuais vínculos do grupo, a estrutura de recrutamento e a existência de outros alvos associados às ações discutidas nas mensagens interceptadas.

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