
“Vergonha”: a revolta dos torcedores após clubes saírem em defesa das bets
DCM – A defesa de clubes e federações às bets causou revolta nos fãs de futebol. Torcedores usaram as redes sociais para detonarem o manifesto sobre mercado regulamentado de apostas. As mensagens questionaram a dependência financeira do futebol em relação às bets e contestaram o argumento de que restrições ao setor poderiam ameaçar os clubes.
Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e Cruzeiro foram alguns dos clubes que divulgaram ou aderiram ao posicionamento, acompanhado pelas federações de futebol de São Paulo e do Rio de Janeiro. As entidades reagiram à possibilidade de mudanças nas regras para jogos de cassino on-line, alegando que o futebol poderia acabar.
No documento, os clubes afirmam que os recursos das empresas de apostas ganharam peso nos orçamentos do esporte. Eles alertam que uma redução repentina nos investimentos atingiria equipes grandes e pequenas, categorias de base e setores com menor capacidade de arrecadação.
Críticas apontam vício, endividamento e necessidade de fiscalização
Parte dos usuários respondeu que o futebol brasileiro existia antes da expansão dos patrocínios das casas de apostas. As críticas também miraram os dirigentes, com cobranças por controle de gastos com salários e contratações e pela busca de outras fontes de receita.
“A discussão sobre as bets não pode se limitar ao capital que elas colocam no futebol”, escreveu o coletivo Palmeiras Antifascista. Outros torcedores comentaram que “não existe mercado responsável de apostas” e que “entre o país e o futebol, a escolha é o Brasil”.
Na publicação, a resposta mais comum é a de que o futebol já existia antes das bets e que se trata de uma “vergonha” a postura adotada pelos representantes do esporte mais popular do país.

