Ato de Orleans reúne seis pré-candidatos ao Senado e escancara divisão no tabuleiro de 2026 no Maranhão
Diego Emir – O ato de lançamento da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão serviu também como termômetro da disputa pelo Senado Federal em 2026 e deixou evidente como os pré-candidatos ao cargo já começam a se posicionar em campos distintos dentro do tabuleiro político estadual.

Ao todo, seis nomes apontados como pré-candidatos ao Senado estiveram presentes no evento: Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), André Fufuca (PP), Weverton Rocha (PDT), Iracema Vale (MDB), Dr. Yglésio (PRTB) e Mical Damasceno (PSD), estes dois últimos com chances reais de disputar uma vaga na Câmara Federal.

A presença desse grupo reforça que Orleans conseguiu atrair ao seu entorno uma parcela importante de nomes que hoje orbitam a disputa pela chapa majoritária, especialmente no campo governista ou em setores que mantêm diálogo com o Palácio dos Leões.
Entre as ausências, a que mais chamou atenção foi a da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). No entanto, interlocutores destacam que a ausência se justifica pelo fato de a emedebista estar em recuperação após enfrentar a “luta” contra o câncer, o que afasta qualquer leitura imediata de distanciamento político em relação ao grupo.
Por outro lado, o evento não contou com a presença da senadora Eliziane Gama (PSD), nome que aparece no radar da disputa pelo Senado e que integra o mesmo partido do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) e chegou a ser Secretária da Juventude de Carlos Brandão. A ausência reforça, nos bastidores, a percepção de que parte dos pré-candidatos já começa a se alinhar ou, ao menos, preservar pontes com outros projetos para 2026.
Também estiveram ausentes Hilton Gonçalo (Mobiliza) e Roberto Rocha (PSDB), cotados como pré-candidatos ao Senado.
A lista de ausentes inclui ainda César Pires (Novo), Antônia do Cariongo (PSOL) e Simplício Araújo (DC), todos citados como pré-candidatos ou nomes em construção para a disputa senatorial, mas sem vínculos claros com o projeto político de Orleans Brandão.
O desenho que sai do evento é claro: a corrida pelo Senado no Maranhão começa a ganhar contornos de fragmentação, com parte dos pré-candidatos se agrupando em torno do projeto governista, enquanto outros preferem manter distância, apostar em campos alternativos ou construir candidaturas independentes.
Mais do que um ato de lançamento ao governo, o evento de Orleans Brandão acabou funcionando como um retrato antecipado da complexidade que será a formação da chapa majoritária em 2026 — especialmente no Senado, onde o número de interessados cresce e os espaços seguem limitados.
