29 de março de 2026
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O caso do neto que atravessou 670 km para matar o avô num assalto

Revista Fórum – História de horror inacreditável envolve ganância e foi registrada por câmeras de segurança. O rapaz de 18 anos confessou o crime e explicou a dinâmica da ação.

A crônica policial brasileira registrou, nesta semana, um daqueles episódios que desafiam a compreensão humana e testam os limites da perversidade familiar. Em Ubiratã, no oeste do Paraná, a ganância de um jovem de 18 anos rompeu os laços de sangue da forma mais violenta possível. O rapaz percorreu uma distância extenuante de 670 quilômetros, saindo de Joinville (SC), com um único objetivo: assaltar e executar o próprio avô.

O crime, ocorrido na última quarta-feira (25), transformou um pacato bar da cidade paranaense em cenário de um latrocínio meticulosamente planejado. A vítima, Alceu Slivinski, de 66 anos, não teve chance contra a emboscada armada pelo neto, que conhecia cada detalhe de sua rotina e de suas posses.

“Manual do horror”: Capuz e traição

Para garantir que não seria reconhecido pelo avô antes de puxar o gatilho, o neto utilizou um capuz. Imagens de câmeras de segurança, que agora servem de prova irrefutável para a Polícia Civil (PC-PR), mostram o jovem e um comparsa chegando ao local com os rostos cobertos. A estratégia era fria: evitar que o olhar de Alceu cruzasse com o do neto no momento da abordagem.

Ao perceber o anúncio do assalto, o idoso ainda tentou correr para o interior do imóvel, mas foi perseguido e alvejado por quatro disparos. Alceu morreu no local onde trabalhou durante anos.

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Alceu Slivinski, de 66 anos, o avô assassinado pelo neto de 18 – Foto: Redes sociais/Reprodução

O preço do sangue: R$ 110 mil em ouro

A motivação, segundo o delegado André Dzindzik, foi puramente financeira. O neto e o amigo precisavam levantar dinheiro para cobrir dívidas acumuladas. Sabendo que o avô guardava uma quantidade expressiva de ouro, o jovem o elegeu como um “alvo fácil”.

A crueldade não parou nos disparos. Após a execução, as joias, correntes, pulseiras e anéis, foram arrancadas do corpo da vítima com tamanha violência que causaram lesões graves no pescoço do idoso. O espólio da traição foi avaliado em mais de R$ 110 mil. Para convencer o comparsa a participar da barbárie, o neto prometeu um pagamento de apenas R$ 4 mil.

Prisão na BR-277

A fuga da dupla, iniciada logo após o crime, foi interrompida horas depois pela polícia na BR-277, em Cascavel, ainda no Paraná. O rastreamento do veículo, identificado pelas placas nas câmeras de monitoramento, foi fundamental para a captura. No carro, os agentes encontraram 184 gramas de ouro e a arma utilizada no assassinato.

Em depoimento, o jovem de 18 anos confessou a participação no crime e detalhou a dinâmica da ação. Agora, ambos os suspeitos, cujos nomes não foram revelados pelas autoridades, permanecem detidos e responderão por latrocínio. O caso deixa a comunidade de Ubiratã em choque, não apenas pela violência do roubo, mas pela frieza de um neto que atravessou dois estados para selar o destino do próprio avô com sangue.

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