Lula confirma que Geraldo Alckmin será novamente candidato à vice em sua chapa durante reunião ministerial
Revista Fórum – Lula revelou que José Múcio seguirá no comando do Ministério da Defesa até o final de seu mandato. Ministro da Casa Civil, Rui Costa será substituído por Miriam Belchior.
O presidente Lula confirmou, durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira (31), que Geraldo Alckmin (PSB) será novamente candidato a vice em sua chapa nas eleições de outubro.
Na reunião, que marca a transição nos ministérios, com a saída de ministros que vão disputar as eleições, Lula anunciou que Alckmin deixará a pasta de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para iniciar a pré-campanha ao seu lado.
“O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, anunciou.
Lula confirma que Geraldo Alckmin será novamente candidato à vice em sua chapa durante reunião ministerialhttps://t.co/zTVVXMfQag
— Revista Fórum (@revistaforum) March 31, 2026
Na reunião, o presidente revelou que José Múcio seguirá no comando do Ministério da Defesa até o final de seu mandato. Ministro da Casa Civil, Rui Costa será substituído por Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão e ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Dilma Rousseff. Miriam atuava como secretária-executiva da Casa Civil desde o início do terceiro mandato de Lula.
Em sua fala, Lula agradeceu aos ministros que deixarão o governo.
Prazo eleitoral acelera mudanças
Pela legislação, ministros que desejam disputar eleições precisam deixar seus cargos até 4 de abril. Isso acelera a reforma ministerial e obriga o governo a definir rapidamente substituições.
A estratégia de Lula é priorizar a continuidade administrativa. Em muitos casos, secretários-executivos devem assumir os ministérios, evitando rupturas em políticas públicas já em andamento. Em outras situações, nomes políticos ou técnicos ligados ao governo seguem em avaliação.
Ministros que deixam o governo e substitutos já encaminhados
• Geraldo Alckmin, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: deixa a pasta para disputar a vice-presidência na chapa de Lula. O substituto encaminhado é Márcio Elias Rosa, atual secretário-executivo do ministério.
• Carlos Fávaro, Agricultura e Pecuária: deve sair para disputar uma vaga no Senado. O nome cotado para assumir é André de Paula, atual ministro da Pesca.
• Silvio Costa Filho, Portos e Aeroportos: vai deixar o cargo para concorrer ao Senado. A tendência é que Tomé França, secretário-executivo da pasta, fique no comando.
• Sônia Guajajara, Povos Indígenas: deixará o ministério para disputar vaga na Câmara dos Deputados. O nome mais citado para a sucessão é Eloy Terena, secretário-executivo da pasta.
• Renan Filho, Transportes: sai do governo para disputar o governo de Alagoas. O substituto encaminhado é George Santoro, secretário-executivo do ministério.
• Rui Costa, Casa Civil: deve deixar o Palácio do Planalto para concorrer ao Senado pela Bahia. A sucessora prevista é Miriam Belchior, atual secretária-executiva da Casa Civil.
• Marina Silva, Meio Ambiente e Mudança do Clima: deixará o cargo para tentar uma vaga no Senado. O mais cotado para assumir é João Paulo Capobianco, secretário-executivo da pasta.
• Fernando Haddad, Fazenda: já deixou o ministério para disputar o governo de São Paulo. O cargo foi assumido por Dario Durigan, que era secretário-executivo da pasta.
Trocas ainda em aberto no governo Lula
Outras mudanças seguem em negociação no Planalto. A situação mais sensível é a da Secretaria de Relações Institucionais, pasta estratégica na articulação política do governo. A definição sobre o nome que substituirá Gleisi Hoffmann ainda não estava fechada até a manhã desta terça.
A reunião convocada por Lula funciona, ao mesmo tempo, como despedida dos ministros que saem e como passagem de bastão para os futuros titulares. A movimentação também serve de base para a reforma ministerial que o governo tenta concluir sem abrir nova crise política no Congresso.


