7 de abril de 2026
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Quem é o jornalista que Trump está caçando por supostamente vazar resgate de piloto no Irã

DCM – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas a um suposto vazamento de informações relacionadas à missão de resgate de um piloto dos EUA que caiu em território iraniano.

Em uma coletiva de imprensa abilolada realizada nesta segunda-feira (6), Trump afirmou que o vazamento comprometeu a segurança nacional e tornou a operação de resgate mais difícil. O incidente envolve o resgate de um militar que estava no jato F15E abatido pelo Irã, no contexto da missão militar chamada Operação Epic Fury, parte do conflito em andamento na região.

“Nós estamos procurando muito esse vazador”, disse Trump. “Eles veem todos esses aviões chegando. A operação se tornou muito mais difícil porque um vazador revelou que temos um, que resgatamos um, mas há outro lá fora que estamos tentando resgatar.”

“Então, na verdade, o Irã fez um grande anúncio — vocês todos viram — oferecendo uma grande recompensa para quem capturasse o piloto. Além de um exército hostil, muito talentoso, muito bom, muito maligno, tivemos milhões de pessoas tentando pegar uma recompensa. Quando você adiciona isso à situação, temos que encontrar esse vazador, porque essa é uma pessoa doente.”

Segal, por meio de seu canal no Telegram, confirmou que havia sido o primeiro a publicar detalhes sobre o desaparecimento do militar. Ou seja, a informação veio do governo israelense, muito provavelmente.

Ele ressaltou, no entanto, seu compromisso de proteger suas fontes, como é esperado de jornalistas que lidam com informações sensíveis.

Segal tem uma coluna política influente no jornal Yedioth Ahronoth e é considerado um dos jornalistas mais importantes de Israel. Ariel Kahana, por sua vez, é correspondente diplomático do jornal Israel Hayom. Vale destacar que Trump não nomeou nenhum dos jornalistas como o “vazador”.

Em meio à crescente especulação sobre a identidade do vazador, Trump também foi questionado sobre o papel da mídia e a relação com as investigações sobre o incidente. Durante a coletiva, ele atacou o New York Times, alegando que o jornal estava “falido” e que sua circulação estava em queda.

Também foi questionado se as ameaças feitas em relação a bombardeios em infraestrutura iraniana poderiam ser consideradas crimes de guerra. De forma assertiva, Trump respondeu: “Não. Espero não precisar fazer isso.”

Ao ser questionado sobre as razões pelas quais o governo iraniano já sabia da operação de resgate, Trump indicou que o vazamento pode ter comprometido a segurança da missão de maneira irreversível. “Agora, quando as informações vazam, o impacto é grande. Não apenas no campo de batalha, mas também nas negociações diplomáticas, pois toda a situação foi exposta publicamente”, declarou.

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