Os jogadores “cristãos” da Seleção precisam parar de usar Deus para suas presepadas
DCM – Há um ritual que se repete na Seleção Brasileira há anos. Quando vence, o time se reúne no gramado para agradecer a Deus. Quando perde, também. Quando um jogador faz três gols, “foi Deus”. Quando desperdiça um pênalti decisivo ou um gol cara a cara, “Deus sabe de todas as coisas”. No fim, Deus acaba sendo escalado para todas as partidas.
Depois da eliminação para a Noruega, Bruno Guimarães publicou um longo texto nas redes sociais. Assumiu parte da responsabilidade por ter perdido o pênalti, mas novamente recorreu ao repertório religioso.
“Deus sabe de tudo. Te dei glória na vitória e Te darei glória na derrota”, escreveu.
Endrick fez o mesmo. Ao comentar o gol desperdiçado durante a partida, mandou ver.
“Lamentei muito. Depois, até fiquei falando com Deus, agradeci pela oportunidade, mas foi um momento em que eu poderia ter feito melhor. Não fiz, mas agradeço a Deus por aquela oportunidade”, disse.
“Uma Copa que não foi do jeito que eu esperava, mas agradeço a Deus pela oportunidade.” O pai de Neymar manda que o moleque de 34 anos “entregue tudo na mão do Senhor”. Menos o relógio de US$ 1 milhão negociado com um joalheiro metido na narcotráfico.
Essa turma precisa de psicólogo e vergonha na cara, não de pastor. Todos vendem a alma no Instagram, curtem os prazeres da carne com prostitutas, chutam o balde com os “parças”, mas esperam que Deus dê um jeito no final. Quem precisa de “Mister”?
https://x.com/JefinhoMenes/status/2074272552772333645?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2074272552772333645%7Ctwgr%5E3b43fed7e945549409f03c847a33fcd7db8412da%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.diariodocentrodomundo.com.br%2Fos-jogadores-cristaos-da-selecao-precisam-parar-de-usar-deus-para-suas-presepadas%2F
A religião deixa de ser uma experiência íntima e passa a funcionar como uma explicação automática para tudo o que acontece dentro de campo.
Ninguém pede desculpas adultas e honestas. É mais fácil terceirizar. Ou chorar copiosamente, como Casemiro. Bruno Guimarães não perdeu o pênalti porque Deus quis. Perdeu porque bateu mal.
Endrick não desperdiçou um gol porque havia um plano divino. Errou porque jogadores erram.
Friedrich Nietzsche escreveu que “Deus está morto.” Os próprios homens haviam “matado” Deus ao abandonar a ideia de uma autoridade moral absoluta, embora continuassem agindo como se ela ainda existisse.
No futebol brasileiro, fizeram algo diferente: Deus está morto. Eles mesmos o mataram e esconderam o corpo num cemitério da CBF. Mas continuam tirando-o da sepultura sempre que precisam explicar uma derrota.
https://x.com/futebol_info/status/2074337181833756940?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2074337181833756940%7Ctwgr%5E3b43fed7e945549409f03c847a33fcd7db8412da%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.diariodocentrodomundo.com.br%2Fos-jogadores-cristaos-da-selecao-precisam-parar-de-usar-deus-para-suas-presepadas%2F

