Lula vai a NY para defender soberania e dizer a Trump que não interfira na eleição
DCM – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja neste domingo para Nova York, nos Estados Unidos, onde abrirá o debate geral da 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na terça-feira (22). A viagem ocorre sem previsão de uma reunião bilateral com o presidente americano, Donald Trump.
Lula deve retornar ao Brasil na quarta-feira. Embora tenha manifestado a intenção de conversar com Trump durante a passagem por Nova York, as agendas dos dois governos ainda não preveem um encontro formal.
O presidente brasileiro deve defender na tribuna da ONU a soberania nacional, o multilateralismo e a não interferência estrangeira em assuntos internos de outros países. Esses temas ganharam espaço em seus discursos nas últimas semanas.
Em ato em Ceilândia, no Distrito Federal, na quarta-feira, Lula antecipou que pretende abordar diretamente as eleições brasileiras caso encontre o presidente dos Estados Unidos. “Vou para a ONU ter um bate-papo com Trump e dizer para que ele não se meta nas eleições do Brasil”, afirmou.
Lula e Trump podem se cruzar após discursos na ONU
A programação da Assembleia-Geral coloca Lula como primeiro chefe de Estado a discursar no debate geral, seguido por Trump. A sequência pode permitir um encontro informal nos corredores da ONU.
No ano passado, os dois conversaram por cerca de 39 segundos antes da fala do presidente americano. Não há confirmação de que a breve conversa se repita nesta edição nem de que evolua para uma reunião oficial.
Na segunda-feira (21), Lula também deverá receber o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, na residência oficial do embaixador do Brasil junto à ONU, onde o presidente ficará hospedado. Mamdani solicitou o encontro.
O prefeito é uma das principais lideranças da esquerda americana e mantém divergências públicas com Trump. A reunião será o principal compromisso político de Lula fora da sede das Nações Unidas durante sua passagem pela cidade.

