12 de junho de 2024
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Cerrado maranhense sofre ameaça do agro e do fogo

Por Raimundo Borges

O Imparcial – Na Amazônia Legal, o Maranhão é um dos Estados que mais sofre com a violenta onda de desmatamento o nos seus dois biomas: as florestas e o cerrado. Entre 2020 e 2022, o município de Balsas, no Sul do Estado, principal polo da produção agropecuária da região, foi o que mais desmatou o cerrado no Brasil, aponta estudo do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).

Além de Balsas, Grajaú, Aldeias Altas e Caxias, estão na lista das 10 cidades do Brasil que mais desmataram o cerrado no mesmo período. Quando se fala em avanço do PIB, a agro aparece como o motor de arranque. Porém, as políticas ambientais do estado para enfrentar o desmatamento são invisíveis.

Enquanto o desmate da Amazônia despenca 62,2% em 2023, comparado a 2022, graças a política de enfrentamento do governo Lula, no Maranhão o cerrado é atacado como nunca antes elas lâminas de tratores e correntões, até em áreas protegidas por lei, como beira de rios, nascentes, riachos e territórios indígenas e quilombolas.

A questão climática, que virou tema emergencial e prioritário do planeta, no Maranhão não se propaga nada a respeito, no âmbito do Estado e dos municípios. Mas em cada edição do relatório anual do Desmatamento do MapBiomas, o que não falta é alerta, que, no entanto, parece não ser ouvido.

O acumulado de alertas de desmatamento no Cerrado neste ano está em 2.133 km², segundo o Deter. É a pior marca para os quatro primeiros meses do ano em toda a série histórica, iniciada em 2019 para o bioma. O número equivale aproximadamente duas vezes o tamanho da cidade de Belém (PA).

O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil em extensão, superado apenas pela floresta Amazônica. Já o Maranhão, realmente apresentou a maior área de vegetação nativa suprimida no Cerrado em 2023, com 2.928,81 km². Sua área representa 22% do território brasileiro, portanto chamada de savana brasileira.

As principais caraterísticas do Cerrado incluem flora, fauna, vegetação, hidrografia, solos e conservação. Mesmo assim, já ultrapassou a Amazônia em desmatamento que, por sua vez, teve a menor marca da série histórica. Para Daniel Silva, especialista em Conservação do WWF-Brasil, esse avanço na devastação do Cerrado é preocupante, sim.

Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram perdidos 558 quilômetros quadrados de mata, o dobro do registrado no meio período do ano passado. Os esforços do governo federal são concentrados no combate ao desmatamento da Amazônia, mas não adota a mesma política em relação ao Cerrado.

O Maranhão realmente apresentou a maior área de vegetação nativa suprimida no bioma Cerrado em 2023, com 2.928,81 km², seguido pelo Tocantis e Bahia. Portanto, o governo federal e o estadual não podem fazer vistas grossas para um problema irreversível para o meio ambiente. Há até o risco de desertificação, já verificada em vários pontos do Piauí.

Enquanto o país louva a gigantes da economia gerada no campo, porém, despreza os controles sobre o avanço descontrolado das suas atividades, voltadas para o mercado externo. O próprio agro já se movimenta, aqui e acolá, por uma produção sustentável, espinha dorsal desse negócio daqui para frente.

PÍLULAS POLÍTICAS

Escola militar (1)

O subprocurador-geral da República, Nicolao Dino, assumiu a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e defendeu um exame rigoroso no modelo de escola cívico-militar, que vem ganhando força nos estados, num processo que chegou também ao Maranhão.

Escola militar (2)

É a direita avançando fortemente na área mais sensível do ser humano: a educação dos jovens. Para Nicolao, irmão de Flávio Dino, o modelo cívico-militares “precisam ser rigorosamente esquadrinhados, partindo-se da premissa de que “educar para a democracia implica a formação de pessoas livres, seres pensantes que valoram as adversidades”.

Boi na área

O presidente licenciado do Sindicato dos Produtores Rurais de Açailândia, Paulo Lira, sugeriu enviar uma carreta com 50 cabeças de gado para Porto Alegre (RS), com o objetivo de ajudar na segurança alimentar flagelados pelas enchentes.

Bola cheia

A escolha da Fifa do Brasil para sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino fez o prestígio do ministro dos Esportes, André Fufuca, disparar perante o presidente Lula que considera sua atuação acima de suas expectativas quando o nomeou.

One thought on “Cerrado maranhense sofre ameaça do agro e do fogo

  • Tatiane silva de Medeiros

    E é por conta de tanta ambição que o planeta está se manifestando com tanta revolta, enquanto não o respeitarmos só irá piorar, tanto calor qt chuvas !

    Resposta

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