17 de julho de 2024
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Após cheias, RS investiga 10 mortes e mais de 1.200 casos de suspeita de leptospirose

DCM – A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul está investigando 1.256 casos e dez mortes suspeitas por leptospirose. Conforme o boletim mais recente, divulgado na sexta-feira (24), foram confirmados 76 casos e quatro mortes. As vítimas são de Cachoeirinha, Porto Alegre, Travesseiro e Venâncio Aires.

A capital Porto Alegre lidera o bnúmero de notificações, com 578 casos suspeitos. No total, 21 municípios estão em alerta com possíveis casos da doença, que é transmitida por uma bactéria presente na urina de animais infectados, principalmente ratos.

A exposição à leptospirose aumentou devido às recentes enchentes no estado. O contágio ocorre através de lesões ou mucosas, mas também pode acontecer por contato prolongado com água contaminada, mesmo em pele íntegra.

Infestação de ratos em Porto Alegre (RS) após enchentes que devastaram a região. (Foto: Reprodução)

Os sintomas da leptospirose podem surgir entre um e 30 dias após o contato com a bactéria. Os principais sinais incluem febre, dor de cabeça, fraqueza, calafrios e dores musculares, especialmente nas panturrilhas.

O tratamento é realizado com antibióticos e é mais eficaz quando iniciado na primeira semana dos sintomas. A Secretaria da Saúde do RS reforça que o tratamento pode começar a qualquer momento.

Para facilitar o diagnóstico, o Laboratório Central (Lacen-RS) está recebendo amostras de pacientes suspeitos de leptospirose diariamente, das 7h às 19h. Exames específicos estão disponíveis para aqueles expostos às águas das enchentes.

A população deve estar atenta aos sintomas e buscar assistência médica imediata em caso de suspeita. Manter-se afastado de áreas alagadas e tomar cuidados de higiene são medidas preventivas essenciais.

A situação é acompanhada de perto pelas autoridades de saúde, que seguem monitorando os casos e realizando ações de prevenção e controle da doença.

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