4 de abril de 2026
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Orleans: “A candidatura não tem volta e vamos pra cima”

Por Raimundo Borges
O Imparcial – “A estas alturas não tem mais como recuar. Não tem volta. Estamos no jogo e vamos pra cima.” A declaração exclusiva a O Imparcial é do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, presidente regional do MDB, sobre o estágio em que se encontra sua pré-candidatura ao Governo do Maranhão. Ele e o governador Carlos Brandão estão, durante esta semana, na região de Imperatriz, intensificando as articulações políticas e entregando obras do governo, a exemplo do que ocorre em todo o estado. Para Orleans, qualquer acordo que vier a ser feito será relativo aos demais cargos de senador e de vice-governador, para os quais existem vários nomes de partidos que o apoiam ao Palácio dos Leões.

A presença em Imperatriz faz parte do cumprimento da Lei estadual nº 11.904/2023, de autoria do então deputado Rildo Amaral, hoje prefeito de Imperatriz. Ela estabelece o período entre os dias 1º e 7 de março de cada ano como “Semana Estadual de Imperatriz como 2ª Capital Maranhense”, motivada por sua importância socioeconômica e política, incorporando à região geográfica os municípios de Amarante do Maranhão, Buritirana, Campestre do Maranhão, Davinópolis, Cidelândia, Estreito, Governador Edson Lobão, João Lisboa, Lajeado Novo, Montes Altos, Porto Franco, Ribamar Fiquene, São João do Paraíso, São Pedro da Água Branca, Senador La Rocque e Vila Nova dos Martírios.

É com esse objetivo que Orleans e o tio, Carlos Brandão, estão na região, sem que isso signifique um governo itinerante. No entanto, vale como forma legal de o governo estadual não apenas reconhecer a importância de Imperatriz como segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, com 200 mil eleitores, mas também liderar investimentos em parceria com as prefeituras locais. O secretário Orleans disse que tais investimentos estão refletindo na melhoria das condições de vida da população dos 16 municípios alcançados pela lei. Hoje, Brandão chega a Imperatriz para inaugurar obras, reunir-se com autoridades locais e mostrar que sua administração está realmente fazendo pela região de maior potencial econômico.

De Imperatriz, Brandão viaja para Brasília na quinta-feira, mas não consta em sua agenda, nem na do Palácio do Planalto, encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O que se sabe é que Lula passou essa missão para o presidente do PT, Edinho Silva, por um motivo muito simples: ele não quer se indispor com o ministro do STF, Flávio Dino, espécie de líder oculto do grupo que faz oposição a Brandão e tem o vice-governador Felipe Camarão (PT) trabalhando como pré-candidato ao Palácio dos Leões. A tentativa de aproximação dele com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, não evoluiu. Já Orleans sabe que a maioria esmagadora do PT está no governo Brandão e decidida a apoiá-lo na corrida aos Leões.

Na conversa com O Imparcial, por telefone, Orleans Brandão disse que deve ficar no cargo de secretário estadual até 28 de março, cinco dias antes do prazo final de desincompatibilização, podendo ser a mesma data para os demais auxiliares do governo que vão disputar a eleição de deputado estadual e federal. “Temos muitas obras para entregar em todas as áreas do governo”, explicou ele. Acha, também, que nesse período o governador pode assinar a ficha do MDB, partido que acaba de receber nove deputados do PSB e se tornou a maior bancada na Assembleia Legislativa, inclusive com sua presidente, Iracema Vale.

Orleans, por enquanto, não está modulando toda a chapa majoritária, liderada por sua pré-candidatura, com os cargos de senador e de vice-governador. No entanto, ele sabe do peso político da federação União Progressista (União Brasil-PP), além do PDT do senador Weverton Rocha. A federação conta com o ministro dos Esportes, André Fufuca (deputado licenciado), e seu colega Pedro Lucas. Correndo por fora dessa montagem encontra-se a senadora Eliziane Gama (PSD), hoje muito próxima do presidente Lula, uma liderança expressiva no universo evangélico, como membro da Assembleia de Deus, maior igreja pentecostal protestante do país, com estimativa de 22 milhões de cristãos.

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