25 de maio de 2026
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Lula inicia radioterapia após retirada de câncer de pele no couro cabeludo

DCM – O presidente Lula realizou nesta segunda-feira (25) um procedimento de radioterapia superficial no couro cabeludo como parte do acompanhamento médico após a retirada de um câncer de pele em abril. A informação foi divulgada pelo Hospital Sírio-Libanês, que definiu a intervenção como um “tratamento complementar” de caráter preventivo.

Segundo a equipe médica, a radioterapia não provoca efeitos colaterais e não exige alterações na rotina do presidente. Com isso, ele pode manter normalmente os compromissos oficiais e as atividades diárias enquanto cumpre o tratamento indicado pelos especialistas.

O procedimento desta segunda-feira foi realizado na unidade do Hospital Sírio-Libanês em Brasília. A cirurgia para retirada da lesão ocorreu em 24 de abril, em São Paulo. Desde então, o presidente vem sendo acompanhado por médicos e submetido a medidas complementares para reduzir o risco de retorno do quadro ou de evolução da doença.

Os profissionais responsáveis pelo acompanhamento já haviam informado que a lesão identificada no couro cabeludo era localizada e sem sinais de disseminação para outras partes do corpo. Nesta etapa do tratamento, não houve necessidade de uma nova biópsia.

Em abril, a análise do material retirado já havia orientado a conduta médica adotada pela equipe. Após a sessão realizada nesta segunda-feira, Lula ainda deverá comparecer regularmente ao hospital para concluir as 14 aplicações restantes previstas no protocolo terapêutico.

Mancha na cabeça do presidente Lula. Foto: Divulgação

O tratamento integra o acompanhamento estabelecido após a remoção da lesão diagnosticada no início deste ano. Na ocasião da cirurgia, a dermatologista Cristina Abdala explicou que o presidente apresentava um carcinoma basocelular, considerado o tipo mais comum de câncer de pele associado à exposição prolongada ao sol.

“É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Ele já estava acompanhando há algum tempo. Resolveu tirar. Isso não implica mau prognóstico. É acompanhamento”, afirmou.

Também em abril, o médico Roberto Kalil Filho destacou a necessidade da remoção da lesão para evitar seu crescimento. “Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza, sangra. É uma lesão localizada e a conduta é a remoção”, declarou.

Antes da cirurgia, Lula já havia passado por outro procedimento dermatológico. Em fevereiro, o presidente realizou uma cauterização para tratar uma queratose, alteração caracterizada pelo espessamento da camada mais superficial da pele. O procedimento durou pouco mais de um minuto e foi realizado em uma clínica de São Paulo.

De acordo com a dermatologista Maria Augusta Maciel, integrante da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a queratose é um termo utilizado para descrever alterações relacionadas ao processo de produção e organização da queratina pelas células da epiderme.

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