A expectativa do governo Lula sobre tarifaço após derrota do partido de Trump
DCM – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliou como positiva a vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O resultado entregou aos democratas o controle da Câmara dos Representantes e do Senado e pode influenciar a relação bilateral com a Casa Branca de Donald Trump.
O pleito de terça-feira (3) representou uma derrota política para Trump. Com maioria nas duas Casas do Congresso, os democratas passam a ter mais condições de barrar propostas do governo republicano e ampliar a fiscalização sobre sua administração.
Segundo o Metrópoles, integrantes e aliados do governo Lula celebraram nas redes sociais a chamada “onda azul” e classificaram o desempenho de Trump como uma “derrota acachapante”. As manifestações também fizeram paralelos com a eleição presidencial brasileira vencida pelo petista.
O Planalto aguardava a definição eleitoral para decidir os próximos passos nas conversas com Washington. A expectativa é retomar temas que ficaram suspensos durante a campanha estadunidense, entre eles as tarifas impostas a produtos brasileiros.

Tarifas e agenda internacional entram no radar do Planalto
Os negociadores dos dois países retomaram as conversas sobre o tarifaço em agosto, após uma ligação entre Lula e Trump. O diálogo, porém, perdeu ritmo durante a disputa eleitoral nos Estados Unidos.
O governo brasileiro considera que a nova composição do Congresso pode facilitar discussões sobre assuntos da agenda internacional de Lula, como meio ambiente e regras para as grandes plataformas digitais. Aliados do presidente citam desequilíbrios na atuação das redes sociais durante a campanha brasileira, sobretudo da Meta.
Os democratas ultrapassaram 50 cadeiras no Senado e 218 na Câmara, número suficiente para formar maioria nas duas Casas. Estavam em disputa 35 vagas no Senado, todos os 435 assentos da Câmara e 36 governos estaduais.
Até as 18h de quarta-feira (4), os democratas haviam elegido 28 governadores, contra 20 republicanos, com vitórias em estados antes comandados pelo partido de Trump, como Geórgia, Iowa, Texas, Ohio e Nevada. A Casa Branca atribuiu o resultado à guerra contra o Irã.
