Disputa pelo Senado no MA forma um time de 12 nomes
Por Raimundo Borges
O Imparcial – O time de candidatos do Maranhão ao Senado Federal já passa dos 11 necessários. Os partidos escalaram 12 nomes para as vagas ocupadas por Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), cuja disputa acontecerá dentro de 126 dias. Não é segredo que o eufemismo “País do Futebol” não poderia andar dissociado da política na maior democracia da América Latina. A Copa de 2026 acontece entre os dias 11 de junho e 19 de julho; portanto, termina quando a campanha eleitoral está começando.
Quando o país vencedor levantar o troféu da Copa do Mundo da FIFA, na qual o time de Ancelotti não entra como favorito, no Brasil os candidatos às eleições estarão no auge da disputa pelo voto dos 158 milhões de brasileiros. No Maranhão, o time de 12 candidatos ao Senado e seis ao Palácio dos Leões vai correr atrás dos 5,1 milhões de portadores de título de eleitor. Quem vai conquistar o direito de permanecer no Senado até 2034 é tão incerto quanto desconhecido. A única certeza é que, dos 12, dez vão ficar pelo caminho e adiar o sonho para o jogo mais competitivo de 2030, quando haverá apenas uma vaga por estado.

O time de doze da política do Maranhão que vai às urnas é composto pelos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), que tentam renovar seus mandatos. Com eles estão em campo os deputados federais Duarte Júnior (Avante), Roseana Sarney (MDB), André Fufuca (PP) e Pedro Lucas (UB); o ex-senador Roberto Rocha (Novo); Antônia Cariongo (PSOL); Hilton Gonçalo (Mobiliza); Franklin Douglas (PSOL); César Pires (Novo); e Simplício Araújo (DC). Entre eles, há até candidatos isolados que ainda não definiram com qual concorrente ao Palácio dos Leões estarão na urna em 4 de outubro.
Quando o governador Carlos Brandão decidiu não concorrer ao Senado em troca de tentar eleger o sobrinho Orleans e não permitir que o grupo dinista (de Flávio Dino) possa reassumir o controle da política maranhense, o restante das disputas majoritárias virou um caldeirão de “tentativas” e “expectativas”. Se a estratégia de Brandão está conseguindo colocar o ex-secretário Orleans Brandão no topo das pesquisas, dividindo a liderança com o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), a corrida ao Senado, porém, está mergulhada em incertezas. Até a presença de Roseana Sarney na disputa pelo Senado é duvidosa.

Nas pesquisas, Roseana já aparece liderando ao lado do senador Weverton Rocha (PDT), mas, no grupo que se junta ao MDB de Orleans, estão também André Fufuca e Pedro Lucas. Como Braide adota o estilo de decidir sozinho sobre a campanha e tudo o que envolve sua candidatura, até agora não há qualquer movimento em relação aos candidatos ao Senado. Sua peregrinação pelo interior do Maranhão tem sido feita com poucos ajuntamentos e lideranças estaduais. Assim como anunciou sozinho, pelas redes sociais, a renúncia ao mandato de prefeito e a candidatura ao governo, na pré-campanha não alterou esse modo de agir.
No País do Futebol, a Copa do Mundo tem tudo a ver com as eleições. Se o Brasil chegar ao hexa, a campanha eleitoral terá um ambiente de explosivo otimismo. Caso contrário, o sentimento de frustração será repassado ao comportamento do eleitor e explorado principalmente pelos candidatos presidenciais. Afinal, o esporte frequentemente serve como ferramenta de propaganda política e de manifestações ideológicas. Até a apropriação de símbolos nacionais pelo bolsonarismo já aumenta o atrito com o presidente Lula que, neste sábado, dia 30, conclamou a todos a usarem a camisa canarinho, que, segundo ele, “é do povo brasileiro”.
Esse sentimento do Brasil de juntar o futebol e as eleições no mesmo balaio vem de longe. Em 1970, por exemplo, quando o Brasil foi tricampeão no México, o regime militar utilizou a conquista para promover o ufanismo e tentar legitimar o governo. O lema “Brasil, ame-o ou deixe-o” colava na paixão pelo esporte. O general Garrastazu Médici aparecia na cabine de honra do Maracanã com um radinho de pilha colado ao ouvido, enquanto, nos porões da ditadura, as barbaridades aconteciam.

