1 de junho de 2026
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Disputa pelo Senado no MA forma um time de 12 nomes

Por Raimundo Borges

O Imparcial – O time de candidatos do Maranhão ao Senado Federal já passa dos 11 necessários. Os partidos escalaram 12 nomes para as vagas ocupadas por Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), cuja disputa acontecerá dentro de 126 dias. Não é segredo que o eufemismo “País do Futebol” não poderia andar dissociado da política na maior democracia da América Latina. A Copa de 2026 acontece entre os dias 11 de junho e 19 de julho; portanto, termina quando a campanha eleitoral está começando.

Quando o país vencedor levantar o troféu da Copa do Mundo da FIFA, na qual o time de Ancelotti não entra como favorito, no Brasil os candidatos às eleições estarão no auge da disputa pelo voto dos 158 milhões de brasileiros. No Maranhão, o time de 12 candidatos ao Senado e seis ao Palácio dos Leões vai correr atrás dos 5,1 milhões de portadores de título de eleitor. Quem vai conquistar o direito de permanecer no Senado até 2034 é tão incerto quanto desconhecido. A única certeza é que, dos 12, dez vão ficar pelo caminho e adiar o sonho para o jogo mais competitivo de 2030, quando haverá apenas uma vaga por estado.

Eliziane Gama e Weverton Rocha tentam renovar seus mandatos no Senado.

O time de doze da política do Maranhão que vai às urnas é composto pelos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), que tentam renovar seus mandatos. Com eles estão em campo os deputados federais Duarte Júnior (Avante), Roseana Sarney (MDB), André Fufuca (PP) e Pedro Lucas (UB); o ex-senador Roberto Rocha (Novo); Antônia Cariongo (PSOL); Hilton Gonçalo (Mobiliza); Franklin Douglas (PSOL); César Pires (Novo); e Simplício Araújo (DC). Entre eles, há até candidatos isolados que ainda não definiram com qual concorrente ao Palácio dos Leões estarão na urna em 4 de outubro.

Quando o governador Carlos Brandão decidiu não concorrer ao Senado em troca de tentar eleger o sobrinho Orleans e não permitir que o grupo dinista (de Flávio Dino) possa reassumir o controle da política maranhense, o restante das disputas majoritárias virou um caldeirão de “tentativas” e “expectativas”. Se a estratégia de Brandão está conseguindo colocar o ex-secretário Orleans Brandão no topo das pesquisas, dividindo a liderança com o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), a corrida ao Senado, porém, está mergulhada em incertezas. Até a presença de Roseana Sarney na disputa pelo Senado é duvidosa.

Roseana já aparece liderando as pesquisas

Nas pesquisas, Roseana já aparece liderando ao lado do senador Weverton Rocha (PDT), mas, no grupo que se junta ao MDB de Orleans, estão também André Fufuca e Pedro Lucas. Como Braide adota o estilo de decidir sozinho sobre a campanha e tudo o que envolve sua candidatura, até agora não há qualquer movimento em relação aos candidatos ao Senado. Sua peregrinação pelo interior do Maranhão tem sido feita com poucos ajuntamentos e lideranças estaduais. Assim como anunciou sozinho, pelas redes sociais, a renúncia ao mandato de prefeito e a candidatura ao governo, na pré-campanha não alterou esse modo de agir.

No País do Futebol, a Copa do Mundo tem tudo a ver com as eleições. Se o Brasil chegar ao hexa, a campanha eleitoral terá um ambiente de explosivo otimismo. Caso contrário, o sentimento de frustração será repassado ao comportamento do eleitor e explorado principalmente pelos candidatos presidenciais. Afinal, o esporte frequentemente serve como ferramenta de propaganda política e de manifestações ideológicas. Até a apropriação de símbolos nacionais pelo bolsonarismo já aumenta o atrito com o presidente Lula que, neste sábado, dia 30, conclamou a todos a usarem a camisa canarinho, que, segundo ele, “é do povo brasileiro”.

Esse sentimento do Brasil de juntar o futebol e as eleições no mesmo balaio vem de longe. Em 1970, por exemplo, quando o Brasil foi tricampeão no México, o regime militar utilizou a conquista para promover o ufanismo e tentar legitimar o governo. O lema “Brasil, ame-o ou deixe-o” colava na paixão pelo esporte. O general Garrastazu Médici aparecia na cabine de honra do Maracanã com um radinho de pilha colado ao ouvido, enquanto, nos porões da ditadura, as barbaridades aconteciam.

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