De Raimundo Borges para o poeta Wilson Carvalho sobre os 414 anos de São Luís
Caro confrade e irmão Wybson Carvalho,
Você é um poema que abre e fecha as rimas que se sustentam e vibram na força da natureza.
O poeta é o abre e fecha sonoro das asas do beija-flor, sugando o néctar das flores do bacuri,
que semeia a floresta enquanto se sustenta ao vento, como uma folha seca que dança e se requebra entre o galho e o chão.
São Luís é uma velhinha que se recusa a envelhecer.
Seu poema é infinito como uma epopeia de Valmiki.
Seus sobrados escondem contos, lendas, rimas gonçalvinas.
Preserva o som dos pandeirões,
dos tambores de terecô,
palácios decorados de azulejos do além-mar,
do ranger dos bondes sobre trilhos que ainda embalam a mente saudosista dos descendentes de Ludovico.
Ludovicense para os íntimos,
apaixonados como eu,
um dos seus filhos que até hoje mama o fluido de teu ventre.
Salve os 413 anos de São Luís,
que significa “guerreiro glorioso”.

