Trump aprova fuga de Flávio Bolsonaro, fala em proteção e ataca eleições no Brasil
DCM – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (28) que aprova a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao país. Ao responder a jornalistas, Trump também voltou a atacar a eleição presidencial brasileira de domingo (25), na qual o parlamentar foi derrotado.
“Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou Trump.
Na terça-feira (27), o Departamento de Estado dos EUA informou que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e a sua família. O governo americano não esclareceu se o senador já estava em território americano naquele momento.
“Would you approve of Flávio Bolsonaro coming to the United States?”
@POTUS: “I would approve. I think they’re fine people. The election was really strange and I thought it was terrible… It would be okay with me.” https://t.co/dYTBXLGAlb
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) October 28, 2026
Na madrugada desta quarta-feira, a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio e três familiares entraram no país pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones. O órgão registrou a passagem às 22h50 e afirmou que os quatro apresentaram documentos válidos e não tinham impedimentos legais para cruzar a fronteira.
Ordem do STF e saída pela Argentina
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite de domingo que Flávio entregasse seus passaportes. O prazo fixado para a entrega à Polícia Federal terminou às 11h de terça-feira, sem que os documentos fossem apresentados.
O site argentino Infobae informou que o senador deixou o Brasil pela fronteira com Puerto Iguazú usando a carteira de identidade. A BBC News afirmou que ele chegou à Flórida, nos Estados Unidos, e se encontrou com o irmão Eduardo Bolsonaro.
Moraes ordenou a entrega dos passaportes em um processo que investiga Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro em um esquema que envolveria empresas de Tomaz e casas de apostas. Os dois dizem que são amigos, negam sociedade e rejeitam qualquer irregularidade.
Flávio também responde a outro inquérito da Polícia Federal, que apura possível prática de crimes ligada ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

