12 de junho de 2024
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Quem é o pastor preso por transar com fiéis para “livrá-los da morte”

DCM – O pastor Sinval Ferreira, de 41 anos, foi preso preventivamente durante a Operação Jeremias 23, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quarta-feira (22). Ele é acusado de abusar sexualmente e financeiramente de fiéis, utilizando sua influência como líder religioso.

Com quase 30 mil seguidores nas redes sociais, o pastor alegava ter visões de um futuro sombrio que envolviam a morte de parentes das vítimas. Para “salvar” as pessoas desse destino trágico, ele as coagia a participar de atos sexuais, incluindo sexo oral e relações sexuais, tanto com ele quanto com outros membros da igreja, conforme informações da coluna Na Mira, do Metrópoles.

Nas redes sociais, ele compartilhava fotos e vídeos de sua rotina com a família e pregações em uma igreja evangélica localizada em Samambaia (DF), onde era visto como uma figura quase profética.

Segundo as investigações, o religioso usava sua influência para explorar sexual e financeiramente os fiéis que frequentavam sua comunidade. Em um dos casos, ele abordou uma das vítimas alegando ter tido uma visão de que a esposa dela iria morrer.

A “revelação” envolvia a realização de “sete unções” que, segundo ele, teriam o poder de “quebrar a maldição” e salvar a vida das mulheres. Essas unções eram realizadas nas partes íntimas dos fiéis.

Uma mulher de 58 anos, também pastora em Sobradinho, foi identificada como cúmplice do pastor. Ela ajudava nas ameaças aos fiéis, inclusive participando de atividades sexuais. No entanto, a pastora não é alvo de mandado de prisão.

DF: Pastor fazia unção da sacanagem e transava com fiéis
O pastor Sinval Ferreira algemado. Foto: reprodução

Além dos abusos sexuais, o pastor obtinha vantagem financeira dos membros da igreja da mesma maneira, ameaçando-os com a morte de um ente querido ou paralisia e obrigando-os a fazer doações generosas para a igreja.

Uma das vítimas, uma mulher, além de fazer doações generosas para a igreja, chegou a pagar passagens e hospedagem para o pastor viajar ao Rio de Janeiro. Ela também emprestou uma chácara de sua propriedade, onde o pastor realizava “orgias” com outros membros da igreja.

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