Do limão à limonada
O poeta cubano José Martí criou um triângulo metafórico capaz de sustentar a vida de um incrédulo em si mesmo e nos outros: “Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”.
Analisado de forma literal ou dedutiva, o ensinamento não obriga ninguém, não ensina, não atrapalha. Mas remete o incrédulo à ação para produzir alimento da terra, construir família e participar da cultura literária.
Meu amigo Célio Sergio, designer gráfico que evoluiu para executivo do Jornal O Imparcial, acaba de transformar a metáfora cubana no tripé que dá sentido à existência humana. Fincou o pé de limão no pomar da vida, criou o casal de filhos (Caliel e Clarice) e lançou o livro O Evangelho do Nada.
Ao contrário do título, a obra conduz o leitor a uma reflexão sobre as coisas simples da vida que só aparecem se espremidas de um limão, se retiradas da entranha da família e de lições sugadas da vastidão do Evangelho.

