18 de julho de 2024
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Justiça manda soltar sobrinha do Tio Paulo, que chegou morto ao banco

Revista Fórum – Érika Souza vai responder pelo processo em liberdade; ela é acusada de tentativa de estelionato e vilipêndio de cadáver.

A Justiça do Rio de Janeiro mandou soltar Érika Souza, sobrinha do Tio Paulo, encontrado morto em um banco. Souza vai responder ao processo em liberdade. Ela é acusada de tentativa de estelionato e vilipêndio de cadáver, e estava presa desde o dia 16.

Em sua decisão, a juíza Luciana Mocco, titular da 2ª Vara Criminal de Bangu, recebeu a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), tornando Érika ré. Entretanto, a magistrada acatou o pedido da defesa da mulher e revogou a prisão preventiva.

“Entendo que as especulações sobre a grande repercussão do caso em rede nacional e internacional não encontram amparo na prova dos autos para justificar a medida excepcional do cárcere. Ressalta-se, por oportuno, que o clamor público não é requisito previsto em lei para a decretação ou manutenção da prisão”, declarou a juíza Luciana Mocco em decisão publicada nesta quinta-feira (2).”

Relembre o caso 

Erika foi presa em flagrante após levar o cadáver do seu tio a uma agência do banco Itaú na Zona Oeste do Rio para tentar um empréstimo de R$ 17 mil. Ela apareceu dando risada enquanto aguardava para ser ouvida pelo delegado Fábio Luiz, da 34ª Delegacia de Polícia (DP) nesta terça-feira (16).

O flagrante foi feito pela TV Globo. Érika aparece ao lado de um homem na sala de espera da delegacia.

Laudo inconcluso

Segundo o laudo necroscópico, não é possível confirmar se ele morreu antes de chegar ao banco ou no local.

O laudo diz ainda que o idoso pode ter morrido até sete horas antes da gravação do vídeo na última terça-feira (16):

“De forma indireta, o perito não se opõe que o óbito tenha ocorrido entre 11h30h e 14h30h do dia 16/04/2024. Desta forma, o perito não tem elementos seguros para afirmar do ponto de vista técnico e científico se o sr. Paulo Roberto Braga faleceu no trajeto ou interior da agência bancária, ou que foi levado já cadáver à agência bancária”, diz o laudo do IML.

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