20 de julho de 2024
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Desafio do plano de 26 anos é não caducar no Maranhão

Por Raimundo Borges 

O Imparcial – O Maranhão tem um plano estratégico, lançado na semana passada com metas de traçar os rumos do desenvolvimento até 2050, um período tão longo que cabe nele nada menos que seis eleições de governador. Com a dinâmica natural da política e a evolução da sociedade nesse século de transformação tecnológica, é difícil imaginar um futuro tão distante capaz de absorver cenários objetivos para o planejamento dos próximos 26 anos no Maranhão, um estado carregado de problemas de curto prazo.

Porém, o propósito do Plano de Longo Prazo Maranhão 2050 é nobre e necessário, pois prevê estratégias articuladas, mesmo sem ser um projeto de execução impositiva por quem chegar ao governo.

O Brasil padece de uma “cultura” nefasta da descontinuidade da governança em todos níveis da federação. Mas o plano do governo Carlos Brandão foi realizado por 60 técnicos de todos os segmentos econômicos, administrativos estaduais, nacionais, agências internacionais e da sociedade civil.

Ele não é um plano executivo, mas um conjunto de ideias estratégicas indutoras do desenvolvimento socioeconômico integrado,de modo a abater as desigualdades sociais tão profundas no Maranhão. Desde que, cada governo que chegar ao Palácio dos Leões não o esqueça na gaveta, por mesquinharias tão presentes na política do Brasil.

A história do Maranhão registra que, já na 2ª metade do século XVI, o Marquês de Pombal teve a visão de reconstruir Portugal de um terremoto, e planejar o Brasil como vice-reinado, para garantir matéria prima à nascente indústria manufatureira da metrópole.

Criou várias companhias de comércio em suas colônias, como a Cia do Grão-Pará e Maranhão. Séculos depois, no final do reinado de D. Pedro II, a atividade comercial do Maranhão explodiu com a produção de algodão, estimulada pelo governo geral. O Banco do Maranhão, criado por comerciantes de São Luís, apoiou o apogeu da economia agroexportadora. Assim entre 1872 e 1900, instalaram-se em São Luís vinte e quatro fábricas têxteis, de fósforo, cerâmicas, chumbo, sabões, prego, calçados,beneficiamento de arroz, etc.

Para o economista José Cursino Moreira, um plano de longo prazo Maranhão 2050, deve ser visto mais como um documento conceitual que propriamente executivo. A execução é estrutural e mutável, mas o rumo conceitual é permanente. A execução é de governo, mas o rumo é de estado”.

De fato, se houvesse um plano de longo prazo para o parque industrial do Maranhão que chegou a até Caxias, ele não teria ido a falência quase que simultaneamente, por perder competividade diante de novos materiais e novas tecnologias na forma de produzir tecidos e outros bens de consumo importados da Europa. Até facão, foice e machado, eram trazidos da Inglaterra para o Maranhão rural dos anos 60.

Quando o prefeito Edivaldo Júnior assumiu o mandato em 2013, montou o plano São Luís 2030 com diretrizes de longo prazo para a capital maranhense. No entanto, no último ano de mandato, ele optou por executar um projeto de urbanização de logradouros públicos, dando uma nova visão sobre a função das praças pela comunidade, que o substituto Eduardo  Braide preservou.

O seu projeto de redefinição do trânsito de São Luís foi tão impactante que atraiu a ação do governo Brandão por trata-se de uma agenda fundamental em qualquer cidade moderna. No entanto, nunca se ouviu qualquer referência ao plano São Luís 2030, que está logo ali adiante.

PÍLULAS POLÍTICAS 

Brutalidade (1)

Muita gente sabe de alguma estória de Josival Cavalcanti da Silva, o ‘Pacovan’, morto a tiros na sexta-feira (14), por pistoleiros, em Zé Doca. Tanto sabe que fez políticos do Maranhão, Piauí e Pará entrarem na ciranda financeira dabanca de agiotagem de Pacovan.

Brutalidade (2)

Alguns falam em uma dinheirama acima de R$ 100 milhões em mãos de políticos e empresários, muitos deles enrolados até o gogó para pagar. Os rolos não são poucos entre a clientela política, do antigo distribuidor de banana Pacovan na Ceasa de São Luís.

Brutalidade (3)

O que ninguém viu mesmo foi políticos no velório de Pacovan, funeral no Salvatore. Mesmo sendo ele uma das figuras que mais socorreu os deputados e prefeitos, principalmente nas campanhas eleitorais, ou em negócios com emendas parlamentares.

Deputada Luciana

Luciana Genésio, imã do prefeito de Pinheiro Luciano Genésio (PDT), começou a semana como deputada federal. Ela assumiu ontem, a cadeira do deputado Márcio Onaiser, do PDT, que tirou licença para assuntos particulares. Em pouco tempo mais de um ano, ele perdeu o pai e a mãe.

Aliviado

O TRF-1, de Brasília, arquivou o processo que o ex-senador Edison Lobão carregou no currículo, desde os tempos da Lava Jato, que o acusou de corrupção, baseado em “delação fajuta”, como disse o advogado Antônio Almeida Castro, Kakay. O caso envolveu ainda empresário Márcio Lobão, filho do ex-governador.

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