5 de junho de 2026
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Borges e o centenário de O Imparcial

Lourival Serejo*

Como é do conhecimento público, comemora-se, neste ano, o centenário do jornal O Imparcial, respeitável órgão da imprensa que serve à comunidade maranhense desde 1926. Vale esclarecer que esse jornal pertence à rede dos Diários Associados, que foi criada pelo icônico jornalista Assis Chateaubriand.

Ninguém pode arvorar-se em conhecedor da história contemporânea de São Luís e do Maranhão sem debruçar-se nas edições de O Imparcial, a partir de 1926. Pelo noticiário e pelas crônicas ali publicadas, encontra-se toda a dinâmica da vida social, econômica, cultural e política do Maranhão.

Tenho a satisfação de contribuir, de vez em quando, com uma crônica para suas edições. A primeira vez que publiquei em O Imparcial foi em maio de 1999, em comemoração ao sesquicentenário de nascimento de Celso Magalhães. Leitor assíduo de suas edições, em apresentação física, mantenho a tradição de ser um dos seus assinantes, desfrutando de sua leitura após o café da manhã.

Pelas minhas informações, apenas dois jornais maranhenses tiveram esse privilégio de comemorar 100 anos de existência, em circulação: O Imparcial e Cidade de Pinheiro.

O alcance dessa vida centenária tem sido marcado, nos últimos anos, pelo enfrentamento de grandes dificuldades financeiras, provocadas, principalmente, pela competição com as redes sociais, que reduziram a impressão física dos jornais e, consequentemente, as vendas e os anúncios, além do desconhecimento, pelas novas gerações, da importância de um jornal.

Na sequência das comemorações do centenário de O Imparcial, venho destacar a figura do jornalista Raimundo Nonato Borges, que marca sua presença na equipe desse órgão de imprensa há 56 anos.

Nonato Borges afirma-se hoje como um jornalista respeitável pela sua dedicação à imprensa, pelas suas opiniões e pelas análises políticas e sociais que faz em sua coluna, com imparcialidade e competência. Tornou-se, desse modo, o nosso Castelinho, para reviver a figura desse ícone do jornalismo brasileiro que foi Carlos Castello Branco.

Devido ao estado de saúde do diretor-presidente, Pedro Freire, Borges, pelo seu desempenho como diretor de redação, contribui decisivamente para o funcionamento e a sobrevivência do jornal, atualmente sob o comando do diretor executivo Célio Sérgio, um talentoso web designer, responsável pelas inúmeras capas históricas de O Imparcial, com 35 anos de atuação na redação, no portal e na Rádio O Imparcial.

Não obstante todos os avanços e facilidades trazidos pela tecnologia, a presença humana continua sendo imprescindível para o êxito de qualquer empreendimento. É nesse ponto que se destaca o desempenho de Nonato Borges, alguém que tem os melhores relacionamentos no meio social e político da sociedade maranhense, merecendo a acolhida de todos e a confiança para receber certas confidências exclusivas.

Por todos esses predicados é que o nome de Borges merece estar associado a essa festa centenária como um dos seus protagonistas.

Vida longa a O Imparcial!

Presidente da Academia Maranhense de Letras
e desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão

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