12 de maio de 2026
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O Imparcial nos 100 anos vencendo desafios com ânimo de quem dá largada para os 200

Por Ribamar Correia
Repórter Tempo

O 1º de Maio deste ano deixou no Maranhão uma marca muito maior do que as tradicionais comemorações do Dia do Trabalho, ao elevar o jornal O Imparcial à condição de centenário como parte da cadeia dos Diários Associados, ao lado de ícones da imprensa nacional como O Correio Braziliense (Brasília), O Estado de Minas (Belo Horizonte), Diário de Pernambuco (Recife), e a Tarde (Salvador), por exemplo. Essa conquista, que só os que o fazem e os que o leem conseguem mensurar, foi comemorada com justiça em movimentada sessão solene da Assembleia Legislativa, na última quinta-feira. Entre os presentes, escritor e ex-presidente da República, José Sarney (MDB), que começou no Jornalismo nas páginas do diário fundado por Assis Chateaubriand.

Iracema Vale, Célio Sérgio, Pedro Freire e Raimundo Borges

Para alcançar esse patamar, O Imparcial atravessou um século documentando o que aconteceu em São Luís, no Maranhão, no Brasil e no mundo. Ao longo dessas 5.400 semanas, fez o registro do fato mais simples do cotidiano, como os problemas de mobilidade urbana e as ocorrências policiais, como o de grandes eventos, que vão da violenta explosão do navio Maria Celeste no cais de São Luís à tragédia que destruiu o VLS no Centro de Lançamento de Alcântara; assistiu ao nassdcimento da segundas República, e  viu nascer e morrer o domínio do vitorinismo na política do Maranhão – incluindo a eleição de Assis Chateaubriand para o Senado pelo estado -, tendo ainda registrado o surgimento, a ascensão e o ápice da carreira vitoriosa de José Sarney, assim como o declínio dessa corrente com a eleição de Jackson Lago em 2006 e a de Flávio Dino em 2024. E contou nas suas páginas as tragédias e a evolução do mundo, como a Segunda Guerra Mundial, o nascimento da ONU, o surgimento e o impacto do computador e do telefone celular na vida das pessoas, e tudo o que de bom e ruim mexeu com a Humanidade nesses 36.500 dias.

Iracema Vale e Felipe Klamp, Douglas Cunha, José Sarney, Neres Pinto e Iracema Vale

Foram 100 anos fazendo a História como contador de histórias pelo via sagrada do jornalismo impresso.

Como todo meio de comunicação impressa, O Imparcial sofreu o impacto causado pela chegada do mundo virtual, um concorrente implacável, voraz e com capacidade incontrolável e imensurável de se expandir e dominar de corações e mentes. Nesse contexto conturbado, ao contrário de outros semelhantes seus, que sucumbiram por incapacidade de reação ou por calculada de sacrifica-los por decisões dos seus donos, O Imparcial vem resistindo, adaptando-se como é possível a uma realidade cada vez mais sombria para os veículos de comunicação impressa. Dá um exemplo de resistência e de dignidade ao jornal impresso e de resiliência como sobrevivente impávido numa realidade socioeconômica adversa. Circula de segunda a domingo, faça chuva ou faça sol e apesar dos desafios.

José Sarney, Célio Sérgio e Raimundo Borges discursam na Alema

Essa trajetória é o resultado do trabalho de várias gerações de jornalistas, que têm como referência o incansável e competente Raimundo Borges, ao mesmo tempo diretor de Redação e editor e colunista de Política, em cuja figura respeitável Repórter Tempo homenageia todos os jornalistas que pertencem ou pertenceram aos quadros do jornal Associado. Da mesma maneira, reconhece a participação decisiva do diretor-geral Pedro Freire nesse processo, que hoje é levado à frente com garra, destemor e trabalho duro pelo atual diretor-geral Célio Sérgio, em nome de quem a Coluna saúde o corpo administrativo e comercial da empresa A Pacotilha.

Em momento descontraído na Assembleia Legislativa, alguém disse que aquele evento marcava a largada de O Imparcial para os seus 200 anos. Que assim seja!

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