12 de maio de 2026
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BASTIDORES | ORA PÍLULAS!

Trajetória enviesada (1)
Desde sua refundação no Maranhão e no Brasil, em 1980, após ter sido extinto na ditadura militar de 1964, o PSB passou pelas mãos de várias lideranças, entre elas o ex-deputado federal José Carlos Saboia, que foi seu líder na Câmara. Depois, esteve sob o comando da família Leitoa, de Timon, e do deputado Bira do Pindaré. Em 2021, Flávio Dino ingressou no partido, deixando para trás 15 anos de filiação ao PCdoB, legenda pela qual se elegeu duas vezes governador.

Trajetória enviesada (2)
Em março de 2022, foi a vez do vice-governador Carlos Brandão ingressar no PSB, junto com Geraldo Alckmin, como pré-candidato a vice-presidente na chapa do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Ele e Alckmin vinham de longos anos no PSDB. Em 2020, o PSB tinha apenas seis prefeitos no Maranhão e elegeu 19 em 2024, graças à atuação de Brandão e de sua aliada Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa.

Trajetória enviesada (3)
Na última quarta-feira, porém, o PSB trocou de comando no Maranhão. Saiu das mãos de Carlos Brandão e passou às da senadora Ana Paula Lobato, que assumiu o mandato como suplente de Flávio Dino, quando ele foi para o Supremo Tribunal Federal. A reviravolta no partido deverá provocar profundas mudanças nas bancadas da Alema e nas prefeituras do interior, depois que Brandão decidir para onde irá com seu grupo — tudo indica que para o MDB.

Peso desigual (1)
O ministro Flávio Dino usou pesos diferentes em processos parecidos em apenas dois dias. Na quarta-feira, transferiu para a alçada do STJ a ação sobre a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste, na época da pandemia, sob a presidência do então governador Rui Costa (BA), hoje ministro da Casa Civil do Planalto.

Peso desigual (2)
Na terça-feira, 5/8, Dino, como relator, autorizou a Polícia Federal a investigar o caso que tramitou na Assembleia Legislativa sobre a nomeação de dois membros do TCE-MA, cuja indicação cabe ao governador Carlos Brandão, mas que está travada no STF. Há longo tempo, o TCE opera desfalcado de dois conselheiros. A presidente da Alema, Iracema Vale, protestou, atribuindo conotação política ao imbróglio que se arrasta no Supremo.

Convites de sobra
Pelo menos quatro partidos já demonstraram interesse em filiar o grupo que está deixando o PSB no Maranhão, sob a liderança do governador Carlos Brandão. A legenda, que até esta semana era presidida por Brandão, passou ao comando da senadora Ana Paula Lobato. A presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, disse ontem que MDB, União Brasil, PP e PDT já manifestaram interesse em receber os dissidentes.

Diálogos de toga
Coincidência? Tudo indica que não. Os apoiadores da pré-candidatura de Felipe Camarão ao Palácio dos Leões prometem agitar Caxias, neste sábado, 9/8, em ato chamado “Diálogos do Maranhão”, para tentar impulsionar o nome dele. É o mesmo movimento adotado por Flávio Dino em suas campanhas, na mesma cidade onde iniciou sua carreira política em 2006, como candidato a deputado federal. Por impedimento legal, Dino deixou a política, mas a política não deixou Dino.

Pragmatismo vermelho
O presidente do PT maranhense, Francimar Melo, que está afastado do cargo por liminar de 1º grau e aguarda reverter a decisão em recurso da Executiva Nacional no TJ-MA, afirmou, em entrevista ao programa Band Entrevista (sábado, 9/8 – 18h50), apresentado por este jornalista Raimundo Borges, que o PT tem como meta irreversível reeleger, em 2026, o presidente Lula. Quanto ao Maranhão, a pré-candidatura de Felipe Camarão está mantida, mas isso não significa que o PT não possa mudar de posição, dentro de seu pragmatismo, conforme a conjuntura que se desenhar até abril de 2026.

Comendo pelas beiradas
O tucano Sebastião Madeira, secretário da Casa Civil do governo Brandão, está percorrendo municípios, apresentando realizações estaduais e se colocando como pré-candidato a deputado estadual. Ele já foi prefeito de Imperatriz e deputado federal por dois mandatos, mas nunca ocupou cadeira na Assembleia Legislativa.

Lahesio x Bolsonaro
Nas redes sociais, Lahesio Bonfim criticou duramente a aliança entre Jair Bolsonaro e o PP de Ciro Nogueira e do ministro dos Esportes André Fufuca. Para Lahesio, Bolsonaro contribui para o fracasso político da direita. “São escolhas como essas de Bolsonaro que têm nos enfiado no buraco”, escreveu, ao criticar a recusa do PP em apoiar o impeachment de Alexandre de Moraes. Durma com um barulho desses.

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