20 de maio de 2024
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Brandão e Camarão já navegam em céu de brigadeiro para 2026

Por Raimundo Borges 

O Imparcial – Faltam seis meses para as eleições municipais de outubro, mas a opinião pública já trava intenso debate sobre as disputas mais importantes para o Brasil que acontecerão em 2026.

No Maranhão, por exemplo, enquanto a população de cada município se desdobra para entender, opinar e discutir sobre as qualidades boas e ruins de cada pré-candidato à prefeitura ou à câmara de vereadores, o conjunto da sociedade prefere antecipar o debate sobre as disputas do governo e do Senado, deixando de lado, por enquanto, as eleições de presidente da República e de deputados federais e estaduais.  

O Maranhão vive uma situação peculiar. O governador Carlos Brandão trabalha para disputar uma cadeira no Senado, fato político que o obriga a renunciar ao mandato até 5 de abril de 2026, tornando o vice Felipe Camarão titular do governo.

No Palácio dos Leões, ele se tornará candidato a novo mandato, cumprindo rigorosamente o mesmo rito adotado por Flávio Dino em 2022, quando deixou o cargo para Brandão, desincompatibilizando-se para a eleição de senador, a qual ele venceu com o recorde de 2,1 milhões de votos. Se tal revezamento se repetir em 2026, será um marco histórico na política do Maranhão.

Até agora Brandão e Camarão navegam em céu de  brigadeiro. O governador, porém, leva vantagem em relação a Flávio Dino. Enquanto seu antecessor concorreu a uma única vaga no Senado, Brandão terá duas cadeiras em disputa.

Os seus concorrentes são os atuais mandatários Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), além de André Fufuca (PP) e, talvez, Josimar do Maranhãozinho (PL). estão todos juntos e misturados. Brandão é do PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin, Weverton é do PDT aliado de Lula; Eliziane Gama,também, e André Fufuca, ministro dos Esportes. Josimar é do partido bolsonarista, mas não é do estilo que se fantasiada roupagem verde-amarelo, nem confronta Lula.

A diferença da eleição de senador do Maranhão em 2026, comparada à de 2022 está na concorrência. Flávio Dino acabara de sair de sete anos de governo e pegou como principal concorrente, o senador bolsonarista Roberto Rocha (PTB) que, porém, não conseguiu atrair a legião de extremistas que elegeu quem quis, pelo país afora.

Exceto o próprio ex-capitão. E Rocha não passou de 35% dos votos, enquanto Antônia Carionga (PSOL) só chegou a1% e os outros dois candidatos somaram 2%. Já em 2026, Brandão terá uma batalha de urna muito mais complicada do que a de Dino quatro anos atrás.

A disputa do Palácio dos Leões deverá acontecer com Felipe Camarão no palanque de Lula da Silva, seu companheiro de PT. Na hipótese de Lula não disputar, terá outro petista no páreo, que poderia ser o ministro da Fazenda Fernando Haddad. Diante desse cenário ainda no borrão dos marqueteiros, Carlos Brandão e o vice Felipe Camarão já arregaçam as mangas para eleger o maior número de prefeitos do PT, PSB, PCdoB, MDB, PSDB e demais aliados.

Afinal, o ex-presidente Jair Bolsonaro já se movimenta em pregação pelo Brasil, e em breve estará em São Luís fazendo proselitismos, sob a bandeira do extremismo de direita, cabalando voto municipal para o PL, no estado em que ele perdeu feio em 2022.

PÍLULAS POLÍTICAS 

Emprego fácil

Padrinho forte é assim. O ex-secretário de Cultura do governo Flávio Dino e seu auxiliar no Ministério da Justiça, Diego Galdino já está de volta a Brasília. Foi nomeado o 2º homem executivo do ministro do Esportes, comandado por André Fufuca.

Emprego fácil (2)

Sem nenhuma relação político-partidária, Galdino estavaatuando politicamente junto ao vice-governador Felipe Camarão, visto hoje como candidato a governador em 2026, quando Carlos  Brandão deixará o governo para disputar o Senado. E Fufuca também.

Famílias de peso (1)

Os dois ministros maranhenses de Lula – Juscelino Rezende (UB) e André Fufuca (PP) estão no meio de uma encrenca. Juscelino quer lançar Neto Evangelista candidato à prefeitura de São Luís, já Fufuca não diz como se portará sobre Duarte Júnior, candidato de Brandão.

Famílias de peso (2)

Os dois são de grupos familiares regionais: Juscelino é filho de ex-prefeito de Vitorino Freire, também Juscelino e irmão da prefeita Luana Rezende. Fufuca também tem o pai Francisco Dantas, com o mesmo sobrenome político, como prefeito de Alto Alegre do Pindaré.

“Papai Cid expõe nova perversão patriótica: o golpismo recreativo
Do jornalista Josias de Souza (UOL) sobre a viagem de férias do general Lourena Cid, pai do ten-cel. Mauro Cid, que foi a Miami custeado por uma boquinha da Apex, que cuida das exportações brasileiras.

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