27 de maio de 2024
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Tucanos já preparam voo para as eleições de 2026

Por Raimundo Borges 

O Imparcial – Numa peregrinação pelas capitais brasileiras antes da campanha eleitoral deste ano, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo esteve nesta terça-feira em São Luís para o encontro estadual de lideranças tucanas, cujo objetivo é fortalecer a legenda nas eleições municipais.

Por onde passa, ele ressalta a história do partido, recheada de fatos marcantes, sendo o principal deles a eleição de Fernando Henrique Cardoso em 1994, sendo o primeiro presidente reeleito no período democrático, em 1998. O Plano Real, que reformulou a economia no governo Itamar Franco (PMDB), em 1994 para combater a hiperinflação, tem sido historicamente colocado como uma realização do PSDB.

Marconi Perillo esteve nesta terça-feira em São Luís para o encontro estadual de lideranças tucanas

Ao se apossar do plano mais duradouro da economia brasileira, os tucanos argumentam que, embora as medidas tenham sido adotadas no governo Itamar, mas são de autoria de FHC no Ministério da Fazenda, em cuja esteira ele foi eleito presidente da República.

Para um país que saiu da ditadura militar e passou às mãos do peemedebista José Sarney aos frangalhos, com índices de inflação estratosféricos e incontroláveis em 13 planos econômicos desde 1979, o Real, realmente, foi a salvação da lavoura. Portanto, o ex-governador Marconi Perillo tem todo o direito de colocar essa conquista econômica como símbolo da eficiência e do acerto na área que projetou o Brasil a patamares mundiais jamais alcançados.

Ao ser substituído em 2003 por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), FHC, no entanto nunca deixou de ser uma referência política e intelectual, condição que o levou à Academia Brasileira de Letras, além de permanecer com o reconhecimento de governante que mudou o Brasil. No fim do período petista com o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, o tucano João Doria acabou eleito prefeito de São Paulo, dando continuidade ao longo ciclo do PSDB no mais importante estado do Brasil.

Em 2018, ele  foi eleito governador, numa carreira meteórica, marcado pela sua ambição desmedida, de pular os degraus da política sem o cuidado de tropeçar, como acabou ocorrendo em 2022, quando abriu mão de concorrer.

Em 2014, o PSDB abriu processo de cassação da chapa de Dilma, mas ela caiu em 2016, por impeachment baseado em pedaladas fiscais. Dois anos antes Aécio Neves, numa coligação de oito partidos, havia sido derrotado por Dilma. Aquela foi a 6ª vez seguida em que o PSDB e o PT se confrontaram no 2º turno presidencial.

Se a história não mudar de rumo, em 2026 pode haver novo confronto, a confirmar a previsão do presidente tucano Marconi Perillo. Ele disse a este jornalista Raimundo Borges que o partido já definiu o atual governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite como candidato presidencial no próximo pleito, enquanto o deputado federal Aécio Neves disputará o governo de Minas Gerais.

No Maranhão, o presidente regional do PSDB Sebastião Madeira, secretário da Casa Civil do governo Brandão, já tem alguns nomes definidos para disputar prefeituras do interior, como em Açailândia, Caxias (Lycia Waquim) e outras cidades.

Em São Luís, o foco é eleger uma boa bancada na Câmara, onde conta com o atual presidente Paulo Victor no diretório municipal. Deve se coligar com o PSB do governador Carlos Brandão e apoiar o deputado federal Duarte Júnior na corrida à prefeitura. Ele vem marcando presença nas pesquisas sempre nos calcanhares do prefeito Eduardo Braide (PSD), que o derrotou em 2020 no 2º turno. Se for reeleito com folga, Braide pode ser um páreo duro rumo ao governo em 2026.

PÍLULAS POLÍTICAS 

Atirando a esmo

O deputado Yglésio Moyses fez uma denúncia “bombástica”, da transformação da feira da Cohab num “shopping center da bandidagem”, com agiotagem, celulares roubados e tráfico de drogas. Porém, nada de prova, nem nome de mafioso. E assim, atinge quem trabalha ali honestamente.

Movimento no ninho

Ao lado do presidente nacional do PSDB, o tucano maranhense Sebastião Madeira reuniu um monte de lideranças municipais para traçar os planos das eleições de prefeito e vereador. É a adubação do terreno para plantar a candidatura presidencial de Eduardo Leite em 2026.

Cheiro de fogo (1)

O surgimento de focos de incêndio na base do governo na Assembleia Legislativa, com a formação de um bloco de seis deputados na oposição acendeu o sinal vermelho na articulação política do governo Carlos Brandão.

Cheiro de fogo (2)

Brandão e o vice-governador Felipe Camarão (PT) estão empunhando a mangueira de bombeiros para apagar os incêndios, tendo a forte parceria da presidente da Alema, Iracema Vale (PSB). Mesmo no primeiro mandato, ela é uma liderança se impõe e faz a diferença.

Cheiro de fogo (3)

Todos os personagens desse princípio de tensão política sabem que, por trás dos burburinhos estão as eleições de novembro, terreno movediço que exige força, jeito e experiência para quem quiser se movimentar sem cair no atoleiro.

Gatunagem

Levantamento do portal UOL com dados da CGU e do TCU, revela que 42 municípios do Maranhão estão com as prestações de contas de dinheiro federal passando por operações pente fino, as quais vão abrindo um cenário de horror em termos de corrupção.

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