Maranhão confirma 572 candidatos para as Eleições 2026 e se destaca com eleitorado jovem acima da média nacional
O Imparcial – Com quase 600 nomes na disputa regional e um eleitorado pronto para votar em seis cargos, Justiça Eleitoral prepara a infraestrutura estadual para o pleito de outubro.
O cenário político no Maranhão está oficialmente definido para a disputa de outubro. Dados consolidados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio do sistema Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, confirmam o registro de 572 candidaturas para os cargos de deputado federal, deputado estadual, senador e governador.
A maior concentração de concorrentes está no Poder Legislativo: a Assembleia Legislativa lidera a preferência com 282 candidatos a deputado estadual, seguida de perto pelas vagas na Câmara dos Deputados, que somam 271 nomes. Para as vagas de representação majoritária no estado, a corrida pelo Palácio dos Leões conta com oito candidatos ao Governo do Maranhão, enquanto 11 nomes disputam as cadeiras no Senado Federal. Além do quadro local, o estado ganha relevância no cenário nacional ao ter dois maranhenses na disputa pela Presidência da República.
O primeiro turno do pleito está agendado para o dia 4 de outubro, primeiro domingo do mês. Nos casos em que houver necessidade de segundo turno — aplicável para presidente e governador —, os eleitores retornarão às urnas no dia 25 de outubro. Em ambos os dias, a votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, com garantia de distribuição de senhas aos eleitores presentes na fila ao término do horário regulamentar.
Votos e as regras
Nas Eleições 2026, os eleitores maranhenses passarão por uma experiência de votação que exige atenção redobrada, devendo registrar seis escolhas na urna eletrônica. A Justiça Eleitoral determinou uma sequência padrão para todo o país, que começa com a digitação de quatro dígitos para deputado federal, cinco dígitos para deputado estadual, três dígitos para a primeira vaga de senador, novamente três dígitos para a segunda vaga de senador, dois dígitos para governador e, por fim, dois dígitos para presidente. Para agilizar o processo e evitar filas, o uso da tradicional “colinha” em papel com os números digitados é recomendado pelo tribunal.
O principal ponto de atenção nesta eleição é a escolha para o Senado Federal, que renovará dois terços de sua composição, o equivalente a 54 das 81 cadeiras do Congresso. Cada cidadão deverá votar em dois candidatos diferentes inscritos no seu próprio estado.
Caso o eleitor digite o mesmo número para as duas vagas de senador, o segundo voto será nulo. Diferente do pleito para deputados, onde é permitido o voto de legenda apenas no partido, o voto para senador, governador e presidente é estritamente nominal.
A cabine de votação deve estar livre de aparelhos eletrônicos; celulares e câmeras devem ser desligados e entregues aos mesários antes do momento do voto.
Estado possui 17% do eleitorado composto por jovens
O Maranhão figura entre as unidades da Federação com maior proporção de jovens em seu eleitorado para as eleições de 2026, com cidadãos de até 24 anos representando 17% do total de votantes aptos no estado. Os dados integram um levantamento realizado pelo Instituto Nexus, a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e posicionam o Maranhão em patamar superior à média nacional, figurando logo atrás de Roraima, Acre, Amapá e Amazonas, que lideram o indicador com 18%.
A relevância do eleitorado jovem no Maranhão contrasta com o cenário nacional verificado nas últimas duas décadas. No período entre 2010 e 2026, o contingente de brasileiros de 16 a 24 anos aptos a votar sofreu uma redução de 22%, caindo de 24,7 milhões para 19,2 milhões de pessoas.
Como o eleitorado total do país cresceu 17% no mesmo intervalo, alcançando 158,8 milhões de inscritos, a participação relativa dessa faixa etária no Brasil encolheu de 18,2% para 12,5%.
Participação nas urnas
A pesquisa evidencia uma acentuada clivagem regional na distribuição demográfica dos votantes. Enquanto os estados do Norte e o Maranhão concentram as maiores parcelas de eleitores jovens, as regiões Sul e Sudeste registram os menores percentuais do país, com o Rio Grande do Sul apresentando 9%, o Rio de Janeiro 10%, e São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Paraná atingindo 11%.
Paralelamente à perda de peso relativo da juventude em termos nacionais, o grupo da terceira idade registrou expansão de 74% desde 2010, superando a marca de 36,8 milhões de eleitores idosos ativos.
Apesar desse encolhimento proporcional, o engajamento dos jovens nas urnas permanece elevado: no último pleito, a taxa de comparecimento no primeiro turno alcançou 78,5% entre os eleitores de 18 a 24 anos e atingiu 82,9% entre os jovens de 16 e 17 anos, faixa em que o exercício do voto é facultativo.

